Várzea Grande deu um passo decisivo na preservação de sua memória esportiva. Com a sanção da Lei Municipal nº 5.453/2025, está oficializada a criação do Museu do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV), o popular Chicote da Fronteira. A proposta é clara: transformar lembranças em patrimônio cultural, garantindo que a história do futebol local continue viva para as próximas gerações.
Chicote da Fronteira: paixão que atravessa décadas
Fundado em 1º de maio de 1949, o CEOV é um dos clubes mais tradicionais do Mato Grosso. Suas 12 conquistas estaduais e o título da Copa FMF colocam o time como o terceiro maior campeão do Estado. O museu vai reunir troféus, imagens históricas, vídeos raros, documentos e objetos de torcedores e ex-jogadores, como Mão de Onça, Gerson Lopes e o folclórico Nono Sapateiro.
Clássico dos Milhões: rivalidade eternizada em exposição
Um dos pontos de destaque no acervo será a histórica rivalidade entre CEOV e Mixto Esporte Clube, o famoso Clássico dos Milhões. Em tempos áureos, o duelo levava multidões ao antigo estádio Verdão, com registros de até 45 mil pessoas. Os tri-campeonatos seguidos sobre o Mixto, entre 1985 e 1987, também terão espaço especial, marcando uma das fases mais vitoriosas do Operário sob a presidência de Edvaldo Ribeiro.
Museu além do futebol: resgate cultural e eventos educativos
Mais do que um repositório de objetos, o Museu do Operário VG será um centro de eventos culturais e educativos. A lei prevê atividades periódicas para fomentar o espírito esportivo e valorizar o futebol amador. O local terá entrada gratuita em horários definidos por portaria e poderá receber doações para enriquecer seu acervo.
Perguntas e respostas:
O apelido remete à força e identidade regional do clube de Várzea Grande.
O clássico já reuniu cerca de 45 mil torcedores no antigo Verdão.
“Nono Sapateiro” foi um dos ídolos folclóricos mais lembrados da história do time.



