Investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema envolvendo crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Entre os alvos da operação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Segundo os documentos judiciais, os investigados desta etapa incluem agentes públicos, gestores bancários, operadores financeiros e empresas apontadas como intermediárias nas movimentações apuradas.
Banqueiro também é alvo da investigação
Outro nome que aparece entre os alvos é o banqueiro Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, Augusto Lima mantém proximidade com lideranças políticas da Bahia e ganhou notoriedade após adquirir a rede de supermercados Cesta do Povo durante o processo de privatização da Empresa Baiana de Alimentos.
Com a operação, ele também assumiu o controle do Credcesta, cartão de benefícios destinado a servidores públicos municipais e estaduais. Inicialmente concentrado na Bahia, o serviço foi posteriormente expandido para outras regiões do país por meio de parceria com o Banco Master.
Defesa diz que colaborou com as autoridades
Em nota, a defesa de Augusto Ferreira Lima afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, alegando que o empresário sempre colaborou com os órgãos de investigação.
Os advogados destacaram ainda que o banqueiro permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e manifestaram confiança no andamento regular do processo investigativo.
Apurações continuam
A nova fase da Operação Compliance Zero representa mais um avanço das investigações relacionadas ao chamado “caso Master”, que vem sendo acompanhado por autoridades federais e órgãos de controle. A Polícia Federal busca aprofundar a análise de movimentações financeiras, contratos e possíveis relações entre agentes públicos e integrantes do setor privado.
Até o momento, não houve divulgação de denúncias formais ou condenações relacionadas aos fatos apurados nesta etapa da investigação. As apurações seguem em andamento sob supervisão da Justiça.






