ONU acende alerta global após ação dos EUA na Venezuela e captura de Maduro; veja vídeo

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, manifestou preocupação com a intensificação militar na Venezuela após uma operação conduzida pelos Estados Unidos que atingiu Caracas e resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

A chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, leu a mensagem de Guterres e destacou que a situação gera apreensão em diferentes níveis, tanto regional quanto internacional. Segundo o secretário-geral, o cenário atual pode provocar consequências que ultrapassam as fronteiras venezuelanas.

Risco de instabilidade regional preocupa a ONU

Na declaração, Guterres afirmou estar “extremamente preocupado” com a possibilidade de o agravamento da instabilidade na Venezuela. Ele alertou que uma escalada militar pode impactar diretamente a região e criar um precedente delicado sobre a forma como os Estados conduzem suas relações no cenário internacional.

O secretário-geral ressaltou que decisões unilaterais envolvendo uso da força tendem a ampliar tensões diplomáticas e dificultar soluções negociadas. Para a ONU, a preservação da estabilidade regional é essencial para evitar efeitos em cadeia, como fluxos migratórios e crises humanitárias.

Carta da ONU reforça compromisso com a legalidade internacional

Rosemary DiCarlo destacou que a manutenção da paz e da segurança internacional depende do compromisso dos Estados-membros com os princípios da Carta das Nações Unidas.

Durante a sessão, DiCarlo também alertou o presidente norte-americano Donald Trump de que a situação na Venezuela gera forte preocupação dentro do próprio território venezuelano, além de reações no exterior.

Colômbia pediu reunião e Brasil acompanha debate

O pedido para a reunião do Conselho de Segurança partiu da Colômbia, governada por Gustavo Petro, que mantém embates diplomáticos frequentes com o governo dos Estados Unidos. O país defende que o tema seja tratado em instâncias multilaterais, evitando decisões isoladas.

O Brasil participa do encontro, mas não possui direito a voto. A delegação brasileira é liderada pelo embaixador Sérgio Danese, que solicitará a palavra durante a sessão. Segundo interlocutores do Itamaraty, o Brasil não deve alterar sua posição oficial em relação à ação norte-americana.

Clima diplomático segue tenso

A reunião evidenciou o clima de tensão que envolve a crise venezuelana. Apesar das manifestações de preocupação, ainda não há consenso internacional sobre os próximos passos, enquanto a ONU reforça a defesa do diálogo e do respeito às normas internacionais.

Perguntas frequentes:

Por que a ONU demonstrou preocupação com a Venezuela?
Pelo risco de agravamento da instabilidade e impactos regionais após ação militar dos EUA.

Quem pediu a reunião do Conselho de Segurança?
A Colômbia, governada por Gustavo Petro.

Qual é a posição do Brasil no debate?
O país participa sem direito a voto e não deve mudar sua posição oficial.

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