No coração do Pantanal mato-grossense, uma cena surpreendente revela a inteligência e a estratégia da onça-pintada. A fêmea Nina, dominante na região de Poconé (MT), fingiu estar no cio para salvar seu filhote, Kaduzinho, do novo macho que invadiu seu território: Trovão. À primeira vista, a interação entre os dois parecia um acasalamento. Mas, na verdade, Nina encenou um comportamento conhecido como “falso cio”. Com essa atitude, ela enganou o macho, que poderia matar o filhote por não ser seu.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 28, 2025
Entenda o comportamento de infanticídio entre onças-pintadas
Machos de onça-pintada frequentemente matam filhotes de outros machos quando assumem um território. Essa prática, conhecida como infanticídio sexual, força a fêmea a entrar novamente no cio, permitindo que o novo dominante passe seus genes adiante.
Para evitar esse fim trágico, fêmeas como Nina adotam estratégias adaptativas:
- Elas escondem os filhotes em locais protegidos, como árvores e topos de morros.
- Elas simulam receptividade sexual, confundindo o macho e fazendo-o acreditar que os filhotes são seus.
Ao fingir que aceitava Trovão, Nina ganhou tempo e desviou a atenção do macho, garantindo que Kaduzinho ficasse fora de perigo.
Kaduzinho: um filhote marcado pela perda e pela sobrevivência
Kaduzinho carrega uma história de resistência. Ele nasceu do relacionamento entre Nina e Kadu, um macho conhecido e respeitado na região, que caçadores mataram recentemente. A morte de Kadu deixou o território vulnerável, permitindo que Trovão o tomasse.
Com a perda do companheiro, Nina assumiu sozinha a proteção do filhote. Quando Trovão apareceu, ela não recuou: agiu com astúcia e coragem. Ao simular um cio, ela evitou o confronto direto e manteve Kaduzinho em segurança, demonstrando o papel ativo e estratégico das fêmeas na proteção da espécie.
Perguntas frequentes
Sim, fêmeas podem simular o cio para enganar machos e proteger seus filhotes.
Ele faz isso para que a fêmea entre no cio novamente e ele possa gerar sua própria prole.
Ela os esconde e pode fingir aceitar o macho para evitar que ele perceba que os filhotes não são seus.



