Um edifício de sete andares desabou na última quinta-feira (13) em Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. Dias antes do acidente, uma moradora gravou um vídeo alertando sobre os riscos da construção. O desabamento deixou duas pessoas feridas e trouxe à tona falhas na fiscalização de obras irregulares.
Moradora reclama da construção dias antes de desabamento pic.twitter.com/kqXeV9dE00
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 16, 2025
Moradora já havia alertado sobre o perigo
Poucos dias antes do colapso, uma moradora registrou um vídeo expressando sua preocupação com a estrutura do prédio. Nas imagens, ela demonstrava insegurança e questionava a solidez da construção. Assim que o desabamento aconteceu, o vídeo viralizou nas redes sociais e gerou um intenso debate sobre a fiscalização de obras na cidade.
Crea-SP investiga irregularidades na obra
Diante da gravidade do caso, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) anunciou a abertura de uma investigação. O órgão pretende apurar se houve falhas técnicas no projeto e, consequentemente, identificar os responsáveis pela construção. Além disso, o engenheiro responsável já foi notificado e precisará apresentar toda a documentação da obra.
Duas pessoas ficaram feridas no desabamento
O Corpo de Bombeiros atendeu rapidamente ao chamado após o colapso e resgatou duas vítimas. Um homem fraturou a perna de forma exposta e, por isso, seguiu para o Pronto-Socorro do Mandaqui. Enquanto isso, a outra vítima teve ferimentos leves, mas optou por não receber atendimento médico.
Prédio possuía quatro andares a mais que o permitido
A Defesa Civil de São Paulo constatou que a construção apresentava graves irregularidades. O alvará original, emitido em outubro de 2023, autorizava apenas três andares. No entanto, o prédio foi erguido com sete pavimentos, ultrapassando em quatro andares o limite permitido. Além disso, como ainda estava em construção, a edificação não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial para garantir a segurança estrutural.
Fiscalização falha expõe riscos para a população
O caso reacende o debate sobre a fiscalização de obras irregulares em São Paulo. Segundo especialistas, ampliações não autorizadas comprometem a estrutura dos prédios e aumentam significativamente o risco de desabamento. Dessa forma, a tragédia evidencia a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa, além de punições mais severas para construções que não seguem as normas de segurança.
Perguntas frequentes
O prédio desabou porque foi construído com quatro andares a mais do que o permitido no alvará original.
Alguns sinais de risco incluem rachaduras nas paredes, inclinações anormais, estalos na estrutura e infiltrações excessivas.
A fiscalização de obras na cidade envolve vários órgãos.
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