O preço de dois kiwis virou assunto nas redes sociais depois que o lutador japonês Yujiro Kushida revelou ter desembolsado R$ 95 durante uma visita ao Mercado Municipal de São Paulo. O valor chamou a atenção do atleta, que comparou a quantia com o preço de um rodízio de churrasco e perguntou aos brasileiros se consideravam a cobrança justa.
A repercussão rapidamente trouxe de volta uma antiga polêmica envolvendo o chamado “golpe da fruta” no Mercadão.
mercadão diz que valor estava informado ao consumidor
Após o caso ganhar destaque, a administração do Mercado Municipal afirmou ao g1 que o preço cobrado pelos dois kiwis estava devidamente exposto no estabelecimento.
Mesmo assim, o Mercadão informou que vai analisar o relato feito pelo lutador. A administração explicou que mantém regras para proteger consumidores e evitar práticas inadequadas dentro do espaço.
Caso a apuração encontre alguma irregularidade, o comerciante responsável poderá receber uma notificação e ficar sujeito a outras medidas previstas nas normas do estabelecimento.
Kushida relatou que pagou cerca de 3 mil ienes pelos dois kiwis. Em tom de surpresa, afirmou que não conseguiu recusar a compra depois de provar vários produtos oferecidos pelos vendedores.
preço surpreende e internautas lembram denúncias antigas
A publicação do lutador provocou uma enxurrada de comentários. Muitos internautas disseram que ele teria caído no conhecido “golpe da fruta”, expressão usada para descrever situações em que consumidores recebem abordagens insistentes e acabam pagando valores muito superiores aos praticados normalmente.
O assunto não é novo. Em 2022, o g1 visitou o Mercadão após diversas denúncias e registrou uma compra de quase R$ 100 envolvendo uma fruta-do-conde, cinco morangos e 18 tâmaras.
Naquele período, lojistas receberam advertências e alguns boxes de frutas chegaram a ser interditados após reclamações encaminhadas ao serviço de atendimento do mercado e ao Procon-SP.
regras mais rígidas tentam evitar novos casos
Para combater abordagens consideradas abusivas, a administração do Mercadão criou novas regras para os comerciantes. Entre as medidas, está a proibição do uso de facas de metal durante a abordagem aos clientes. Os vendedores também devem manter distância mínima de um metro e não podem cercar um consumidor com vários atendentes ao mesmo tempo.
Apesar da experiência inusitada, Kushida afirmou que ficou feliz durante sua passagem pelo Brasil e disse que gostaria de voltar ao país. Em vídeo, ainda brincou sobre ter ficado sem dinheiro por causa dos kiwis e terminou com uma declaração de carinho: “I love Brazil”.
O episódio voltou a levantar questionamentos sobre os preços praticados no Mercadão e mostra como uma única experiência pode ganhar proporções internacionais quando envolve um visitante estrangeiro conhecido.
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