O júri popular do ex-policial militar Eduardo José de Andrade terminou de forma tensa na última quinta-feira, em São José do Rio Preto. Durante a videoconferência, o réu ameaçou a juíza e os jurados, fazendo com que o julgamento fosse anulado imediatamente.
Eduardo respondia pelo assassinato de Tiago de Paula, ocorrido em 2022. Ele confessou o crime sem demonstrar arrependimento: “Eu matei, não me arrependo. Quando eu sair para a rua, vou continuar matando.”
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Ameaças chocam tribunal
O acusado aumentou a tensão ao afirmar que cortaria a cabeça de cada um dos presentes, incluindo a juíza, alegando ter “autorização” para cometer novos homicídios. A magistrada rapidamente questionou os jurados sobre a possibilidade de continuar com a sessão.
Um dos jurados declarou que não se sentia seguro para prosseguir, o que levou à anulação do julgamento. O clima de medo tomou conta da sala, mesmo durante a videoconferência.
Réu já cumpre pena por homicídio
Eduardo já cumpre pena de 29 anos por outro assassinato e responde a este processo preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. A defesa solicitou um exame de insanidade mental para avaliar a capacidade do réu de responder ao processo, enquanto a Justiça ainda não definiu uma nova data para o julgamento.
A situação evidencia os riscos de julgar réus com histórico de violência extrema, principalmente em casos que envolvem ameaças diretas a magistrados e jurados. Autoridades reforçaram que todos os protocolos de segurança foram adotados durante a sessão.
Próximos passos do processo
O Ministério Público e a Vara Criminal acompanham o caso de perto, garantindo que o novo julgamento ocorra de forma segura. A conclusão do exame de sanidade mental será determinante para definir a data e as condições da retomada do júri.
O episódio reforça a necessidade de medidas de proteção rigorosas em casos de alto risco, garantindo segurança e integridade de todos os envolvidos no processo judicial.
Perguntas e respostas
O ex-policial militar Eduardo José de Andrade.
O assassinato de Tiago de Paula, ocorrido em 2022.
Devido às graves ameaças feitas à juíza e aos jurados.








