A polícia prendeu novamente o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso após investigar lesão corporal gravíssima contra um adolescente internado na UTI em Águas Claras. O delegado Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), traçou o perfil de Turra com base em depoimentos de vítimas e testemunhas, afirmando que ele não aceita o “não”.
Turra havia sido preso na segunda-feira (26/1) e liberado no dia seguinte após pagar fiança de R$ 24 mil. Segundo o delegado, ele não tinha antecedentes, mas já se envolveu em conflitos e apresenta comportamento agressivo e sem limites.
Perfil agressivo e sem limites
Vítimas relataram que Turra obrigou uma jovem de 17 anos a ingerir bebida alcoólica quando ele tinha 19. Uma das vítimas disse que o ex-piloto se mostrava intimidante e violento, o que levou a polícia a indiciá-lo com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O delegado também afirmou que Turra usou um taser contra a jovem, rindo da vítima, comportamento que ele definiu como sociopata.
Investigação aprofundada
A polícia prendeu Turra preventivamente para coletar mais evidências e depoimentos, garantindo que a investigação não dependesse de relatos isolados. O delegado explicou que a equipe buscou provar se os atos configuravam padrão de agressão ou tragédia isolada.
Aguiar destacou que o sentimento de injustiça das famílias contribuiu para novas denúncias. “Enquanto a vítima luta pela vida na UTI, o agressor seguia com rotina normal. Essa percepção mobilizou pessoas a colaborarem com a investigação”, disse o delegado.
Próximos passos
A polícia continuará ouvindo testemunhas e analisando provas para expandir o inquérito, avaliando outros possíveis casos de agressão cometidos por Turra. Ele permanece sob custódia, e as autoridades podem apresentar novas denúncias por crimes contra menores e violência física.
Perguntas e respostas:
Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto preso preventivamente por agressões a um adolescente.
Lesão corporal gravíssima, uso de taser contra menor e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente.
A polícia o manteve detido para proteger vítimas e garantir a coleta de provas durante a investigação.














