O aterro sanitário Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), registrou mais um desabamento e agravou um problema que já se estende por meses. Após 160 dias do primeiro colapso, o lixão voltou a deslizar e provocou o terceiro desabamento em menos de 15 dias. Desta vez, o volume de resíduos atingiu diretamente o córrego Santa Bárbara. Assim, a situação elevou a preocupação de cerca de 20 mil moradores de Monte Alto, região onde o aterro está localizado.
Água turva reforça medo e impede retorno à normalidade
Com o novo desabamento, moradores que vivem em chácaras próximas registraram o estado da água após o impacto. O córrego ficou com aparência de lamaçal, além de carregar lixo até as propriedades. Dessa forma, a comunidade passou a temer ainda mais o uso da água, que já estava suspenso desde o primeiro desabamento registrado em 19 de junho. Os residentes afirmam que, mesmo após tantos dias, a normalização ainda parece distante. Para muitos, a água é essencial não apenas para consumo, mas também para plantio, criação de gado e demais atividades comerciais.
Moradores relatam abandono e convivem com mau cheiro e moscas
Uma moradora que pediu anonimato afirmou que o episódio “sempre foi uma tragédia anunciada”. Segundo ela, a comunidade avisou diversas vezes sobre o risco de novos desabamentos. Além disso, ela destacou que o sentimento predominante é de abandono por parte dos órgãos públicos. Já a dona de casa Joana Santana, de 75 anos, relatou que, com os novos deslizamentos, o cheiro forte voltou a dominar sua casa e o “pesadelo das moscas” reapareceu. Assim, os moradores afirmam que seguem inseguros e sem perspectiva de solução.
Perguntas e respostas:
O córrego Santa Bárbara.
Ela está contaminada desde o primeiro desabamento.
Eles relatam abandono, mau cheiro e presença constante de moscas.






