Nelson Barbudo critica interferência do STF na Câmara e alerta para crise institucional

Perrengue Mato Grosso

Durante uma entrevista concedida à rádio Capital, o deputado federal Nelson Barbudo (PL) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o Judiciário de interferir de forma cada vez mais incisiva nas atividades da Câmara dos Deputados. Segundo Barbudo, essa interferência está se tornando “insustentável” para os parlamentares, uma vez que desequilibra a relação entre os três poderes. O deputado destacou que a situação, caso continue a se agravar, poderá comprometer a governabilidade do país e prejudicar o funcionamento das instituições.

Alexandre de Moraes é o foco das críticas de Barbudo

Além de criticar o STF como um todo, Barbudo direcionou suas declarações especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, a quem ele atribui a intensificação da atuação do Judiciário sobre o Legislativo e o Executivo. “Foi depois da nomeação do Alexandre de Moraes que essa interferência do Judiciário tomou corpo”, afirmou o deputado, apontando que, desde então, as ações do STF têm se mostrado mais invasivas. Barbudo frisou que, embora reconheça a necessidade de respeitar decisões judiciais, acredita que o Judiciário está, atualmente, “escapando pelos vãos dos dedos” e desequilibrando o cenário político do país.

Barbudo também revelou que muitos parlamentares estão relutantes em apoiar o “superpedido” de impeachment contra Alexandre de Moraes, principalmente devido ao temor gerado pela atuação do STF. Ele citou uma reportagem da Folha de S.Paulo que aponta que o gabinete de Moraes teria solicitado relatórios não oficiais da Justiça Eleitoral para embasar decisões no inquérito das fake news, o que aumenta a apreensão entre os parlamentares.

Harmonia entre os três poderes

O deputado alertou que o desequilíbrio entre os poderes pode ter consequências graves. “Quando a balança pende muito para um lado, ela capota”, advertiu Barbudo, destacando que a harmonia entre o Judiciário, Legislativo e Executivo é fundamental para manter a governabilidade. Ele defendeu que os parlamentares devem ter liberdade para expressar suas opiniões e atuar sem interferências externas.

Por fim, Barbudo reforçou que a preservação da independência dos poderes é essencial para garantir o funcionamento democrático do Brasil, e que a intervenção excessiva do Judiciário coloca esse equilíbrio em risco.

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