O narcotraficante boliviano José Mariano Paes, apontado como um dos criminosos mais procurados da Bolívia, morreu durante um confronto com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na tarde de sexta-feira (7), em uma área de mata próxima ao Rio Coxim, em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul. Outros três homens que estavam com ele também morreram. Segundo a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o grupo permaneceu escondido na região durante sete dias após fugir da Bolívia.
Fuga começou após emboscada contra policiais na Bolívia
A operação teve início depois que um grupo criminoso teria participado de uma emboscada contra uma equipe das forças especiais bolivianas, na sexta-feira (31). Um policial morreu durante o ataque.
Após o episódio, quatro suspeitos embarcaram em uma aeronave e seguiram em direção ao Brasil. Informações repassadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), de Mato Grosso, indicaram ao Bope de Mato Grosso do Sul que o avião estaria sobrevoando a região do Pantanal.
A Força Aérea Brasileira (FAB) também foi acionada para tentar interceptar a aeronave. Conforme a PMMS, o piloto não teria obedecido às determinações e tentou realizar um pouso em uma área rural de São Gabriel do Oeste.
Depois do pouso, os quatro ocupantes abandonaram a aeronave e fugiram para uma região de mata.
Grupo ficou sete dias escondido em área de mata
As buscas mobilizaram policiais do Bope, da Força Tática do 5º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Polícia Militar Rural. As equipes permaneceram procurando os suspeitos durante sete dias.
Na tarde de sexta-feira, policiais do Bope avançavam por uma área de mata fechada próxima ao Rio Coxim quando, segundo a versão apresentada pela corporação, foram recebidos a tiros de fuzil.
Os policiais reagiram e os quatro homens foram atingidos. Eles chegaram a receber socorro e foram encaminhados para atendimento em São Gabriel do Oeste, mas tiveram as mortes constatadas. Nenhum policial ficou ferido.
Polícia continua apurando possíveis conexões do grupo
Segundo a PMMS, os fugitivos podem ter utilizado as margens do Rio Coxim para conseguir água e alimentos durante o período em que permaneceram escondidos. A vegetação fechada também teria sido utilizada como proteção.
Até a divulgação das informações, José Mariano Paes era o único entre os quatro mortos cuja identidade havia sido confirmada.
As forças de segurança continuam procurando vestígios que possam indicar a participação de outras pessoas, incluindo possíveis colaboradores que teriam auxiliado os suspeitos durante os sete dias de fuga.
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