Mulheres no STF: Conheça as Três Ministros que Marcaram a História da Suprema Corte; veja vídeo

Em 134 anos de história, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil teve apenas três mulheres ocupando cargos de ministra: Ellen Gracie, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Cada uma delas deixou um legado único na mais alta Corte do país, quebrando barreiras e enfrentando desafios que refletiram a evolução da sociedade brasileira e da participação feminina no Judiciário.

Ellen Gracie: A pioneira que quebrou paradigmas

Ellen Gracie foi a primeira mulher a integrar o STF, indicada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, tomando posse em dezembro de 2000. Sua chegada representou um marco histórico, pois, até então, a Corte era exclusivamente masculina. Gracie também contribuiu para mudanças simbólicas e práticas: em maio de 2000, o STF autorizou o uso de calça comprida por mulheres, até então restritas a saias. Entre 2006 e 2008, Ellen presidiu o Supremo, exercendo liderança em uma Corte marcada por decisões importantes e consolidando seu papel como referência feminina no Judiciário. Ela se aposentou em agosto de 2011, deixando um legado de pioneirismo e quebra de paradigmas.

Cármen Lúcia: da presidência do STF às decisões históricas

Cármen Lúcia chegou ao STF em junho de 2006 e permanece na Corte até hoje. Entre 2016 e 2018, assumiu a presidência do Supremo, conduzindo importantes discussões e decisões jurídicas. Recentemente, a ministra teve papel central em uma das decisões mais relevantes da política brasileira, ao dar o voto que formou a maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus envolvidos em uma trama golpista. Sua trajetória demonstra o peso da presença feminina no STF, não apenas em termos de representatividade, mas também de influência decisiva em casos de grande repercussão nacional.

Rosa Weber: firmeza e responsabilidade em tempos de crise

Rosa Weber foi a terceira mulher a integrar o STF, assumindo o cargo em dezembro de 2011. Durante seu período na Corte, que durou quase 12 anos, Weber enfrentou momentos críticos, como os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, que ela classificou como “dia da infâmia”. A ministra se destacou por sua postura firme e pelo compromisso com a Constituição, garantindo a estabilidade institucional em um período de intensa tensão política. Rosa Weber se aposentou em setembro de 2023, consolidando uma carreira marcada pela seriedade e pela defesa da democracia.

Perguntas Curiosas

1. Quem foi a primeira mulher a ocupar uma vaga no STF?
Ellen Gracie, indicada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, tomou posse em dezembro de 2000.

2. Qual ministra deu o voto que condenou Jair Bolsonaro na trama golpista?
Cármen Lúcia foi a ministra responsável pelo voto que formou a maioria para condenar Bolsonaro e outros sete réus.

3. Qual evento histórico Rosa Weber enfrentou durante sua gestão no STF?
Ela presidiu a Corte durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, classificando o episódio como “dia da infâmia”.

Fabíola Maria Costa Silva

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