A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quinta-feira (9), uma mulher de 46 anos durante a Operação Simetria Fraudada, em Várzea Grande. Os investigadores identificam a suspeita como mentora de um esquema de estelionato que causou prejuízo de aproximadamente R$ 38 mil a uma empresa distribuidora de produtos de harmonização orofacial sediada no Paraná. A Justiça autorizou a prisão preventiva, a quebra do sigilo telemático e a extração de dados do celular da investigada. A operação amplia uma investigação iniciada em junho, quando policiais prenderam um casal no momento em que recebia mercadorias obtidas por meio da fraude.
Grupo utilizava identidades falsas para comprar mercadorias
A Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG) apurou que o grupo realizou duas compras utilizando identidades falsas e cartões de crédito pertencentes a terceiros. Depois disso, os envolvidos direcionaram as entregas para uma residência no bairro Construmat, em Várzea Grande.
Os policiais flagraram um casal recebendo os produtos no dia 16 de junho. Durante a abordagem, os agentes também localizaram drogas e munições de uso restrito dentro da residência. Por isso, a equipe autuou os suspeitos por estelionato, tráfico de drogas e posse de munição de uso restrito.
Em seguida, o delegado pediu a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. O Poder Judiciário aceitou o pedido durante a audiência de custódia. A partir da análise das provas, os investigadores identificaram a participação da mãe de uma das suspeitas, responsável por organizar a entrega das mercadorias e coordenar parte da ação criminosa.
Investigação revela estrutura organizada para aplicar golpes
Os investigadores apontam a mulher presa como responsável por intermediar e comandar o esquema. Segundo a Polícia Civil, ela organizava a entrega dos produtos na casa da filha e integrava um grupo que conseguia redirecionar encomendas enviadas pelos Correios.
Essa estratégia demonstra que os criminosos utilizavam uma estrutura organizada para dificultar a identificação dos envolvidos e ampliar a atuação do grupo. Com base nas provas reunidas, o delegado solicitou a prisão preventiva da suspeita. A Justiça autorizou a medida, e os policiais cumpriram o mandado no local de trabalho da investigada, em Várzea Grande.
Além da prisão, os investigadores analisarão os dados extraídos do telefone celular e das informações obtidas por meio da quebra de sigilo telemático. Esse material poderá identificar outros integrantes da organização e revelar novas vítimas do esquema.
Polícias de Mato Grosso e Paraná dividem a investigação
A Polícia Civil transferiu a investigação dos crimes de receptação e tráfico de drogas para a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que assumirá essa parte do inquérito.
Ao mesmo tempo, a Polícia Civil do Paraná conduzirá a investigação do estelionato, já que a empresa vítima possui sede naquele estado. A Polícia Civil de Mato Grosso compartilhará todas as provas produzidas com a equipe paranaense e também enviará as informações para a Denarc.



