Na noite do último domingo (13/04), uma cena inusitada chamou a atenção nas ruas de Fortaleza: um comboio de viaturas, com sirenes ligadas, cruzando a cidade. O que parecia ser uma operação policial revelou-se uma missão importante do Sistema Único de Saúde (SUS): o transporte de órgãos para um transplante.
Registro inusitado
Curiosa, a mulher gravou o momento em que várias viaturas da Polícia, motos e uma ambulância passam pelas ruas, formando um comboio. Querendo saber qual era o motivo da operação, gravou o comboio e compartilhou o vídeo nas redes sociais. Rapidamente, as imagens se espalharam, gerando curiosidade e admiração. O vídeo mostrava a urgência e a coordenação envolvidas na logística de transplantes, destacando a eficiência do SUS em situações críticas.
Uma operação complexa
Transportar um órgão é uma corrida contra o tempo, já que cada órgão tem um tempo de viabilidade fora do corpo humano.
“A logística é uma importante personagem no processo de transplante de órgãos, a ela cabe transportar e oferecer as condições corretas de armazenamento temporário, manuseio e conservação do órgão para que o mesmo não exceda seu tempo de isquemia e esteja em perfeitas condições para a realização do transplante, dentre outros processos específicos e burocráticos do sistema.”
Diz a Revista Científica da Semana Acadêmica.
Tempo de viabilidade
Como dito antes, cada órgão tem um tempo de viabilidade, e esse tempo é a quantidade de tempo que os órgãos suportam sem circulação sanguínea. As equipes médicas realizam o transplante de um coração em até 4 horas após a retirada, já o transplante do rim entre 24 e 48 horas.
Para garantir a eficácia dos transplantes, o SUS mobiliza equipes médicas, viaturas e, em alguns casos, aeronaves, como as da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
Perguntas frequentes:
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
De 4 a 6 horas.
O Ministério da Saúde registrou a realização de 14.352 transplantes no Brasil entre janeiro e junho de 2024.




