Uma mulher foi presa nesta quinta-feira (11), em Nilópolis, na Baixada Fluminense, suspeita de montar um esquema para simular ameaças, perseguições e outros crimes que, segundo a Polícia Civil, nunca teriam acontecido.
A investigação revelou que ela teria criado diversas situações fictícias ao longo dos últimos anos para registrar ocorrências policiais e apontar supostos autores dos fatos.
Polícia identificou padrão em registros
As apurações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que passou a analisar a grande quantidade de boletins registrados pela mesma pessoa.
Segundo os investigadores, os relatos apresentavam características semelhantes e levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.
Conversas e ameaças teriam sido simuladas
De acordo com a Polícia Civil, a mulher utilizava aplicativos de mensagens, números de telefone vinculados a terceiros e diferentes recursos para criar situações que aparentavam ser reais.
A estratégia tinha o objetivo de dar credibilidade às denúncias apresentadas às autoridades.
Os investigadores afirmam que o esquema era repetido de forma recorrente.
Mais de 20 ocorrências foram identificadas
Durante a investigação, a polícia encontrou mais de 20 registros feitos em diferentes delegacias.
Em todos os casos, a suspeita aparecia como vítima de ameaças, perseguições ou outros crimes.
No entanto, segundo a apuração, os fatos relatados não foram comprovados.
Advogado também foi alvo das acusações
Entre as pessoas apontadas pela mulher estava o advogado de seu ex-companheiro.
Conforme a investigação, ela teria registrado diversas denúncias contra o profissional e solicitado medidas protetivas com base em acusações que estariam entre os fatos supostamente inventados.
Caso segue sob investigação
A Polícia Civil continua analisando os registros e reunindo provas para esclarecer toda a extensão do esquema.
Os investigadores buscam identificar possíveis consequências das denúncias apresentadas e verificar quantas pessoas podem ter sido afetadas pelas acusações consideradas falsas.
A prisão ocorreu após o avanço das apurações que apontaram uma sequência de ocorrências registradas ao longo dos últimos anos e que, segundo a polícia, seguiam um mesmo padrão de atuação.







