A Polícia Militar resgatou, nesta última quinta-feira (27), uma mulher de 55 anos que vivia há cerca de um mês em cárcere privado dentro da própria casa, em Cuiabá (MT). O filho dela, de 25 anos, trancava a mãe em um quarto escuro, sem ventilação adequada e em condições insalubres.
Os policiais flagraram a mulher sentada, sem conseguir deitar, cercada por sujeira e fezes de animais. Ela permaneceu presa em um cômodo fechado, sem acesso à luz solar ou alimentação adequada.
“Encontramos a senhora sentada, porque ela não conseguia nem se deitar”, relatou um dos policiais presentes no resgate.
Vítima entrega bilhete com pedido de socorro
Durante o resgate, um dos policiais notou a mulher tentando colocar discretamente um papel no bolso da camisa de uma testemunha. O papel trazia um bilhete dramático:
“Estou em cárcere e ameaçada. Nem vejo o sol. Proibida de sair do quarto. Sinto muito medo. Me ajuda. Gratidão. Salva a minha vida em nome de Jesus.”
A denúncia de uma amiga da vítima motivou a ação da polícia. A denunciante percebeu o desaparecimento da mulher e se preocupou com sua saúde e integridade física.
Filho impede entrada da PM, mas acaba preso
Ao chegar na residência, os policiais bateram na porta. O suspeito tentou impedir a entrada dos agentes e afirmou que não havia necessidade de intervenção. Mesmo assim, os policiais insistiram e entraram no imóvel, onde encontraram a mulher em situação crítica.
A polícia prendeu o filho no local. Uma segunda pessoa, uma mulher que também vivia na casa, também acabou detida. A Polícia Civil já iniciou as investigações e apura se ela participou ativamente do cárcere.
Motivação seria controle financeiro
As primeiras apurações apontam que o filho mantinha a mãe em cárcere para controlar o dinheiro dela. A polícia suspeita que ele a impediu de sair de casa para dominar suas finanças e impedir qualquer contato com o mundo exterior.
A vítima agora está sob cuidados médicos e deve prestar novo depoimento nos próximos dias.
Perguntas frequentes
A estimativa da polícia é de cerca de um mês.
A principal suspeita é controle do dinheiro dela.
Ela escreveu que estava presa, tinha medo e pedia ajuda.








