João Victor da Silva, mais conhecido como João do Clima, transformou sua realidade em voz ativa na luta contra as mudanças climáticas. Ainda estudante, o jovem de Belém ganhou destaque internacional ao ser escolhido como conselheiro do UNICEF na COP30, conferência mundial sobre o clima que ocorrerá em sua cidade. Sua missão é clara: mostrar ao mundo que a crise ambiental já atinge as comunidades amazônicas e periféricas.
Juventude que carrega o peso do futuro
Com apenas alguns anos de militância, João já se tornou um símbolo de representatividade para os jovens da Amazônia. Ele afirma que os efeitos da crise climática não são uma previsão distante, mas uma realidade vivida diariamente por famílias ribeirinhas e moradores das periferias. “A crise climática não é um tema distante. Ela já está afetando a gente no nosso dia a dia”, afirma.
O ativista confessa que às vezes gostaria de ser apenas um adolescente comum, mas entende que sua geração não pode se dar esse luxo: “Eu queria ser mais adolescente e menos ativista. Nesse momento, não acho que é possível”, desabafa.
Realidade dura e desigual
João utiliza a própria vivência como ponto de partida para falar sobre desigualdade ambiental. Ele descreve a crise climática como uma tempestade que não atinge todos da mesma forma: “Tem gente em iate, tem gente em rabeta e tem gente até sem barco”, diz. Sua metáfora resume a diferença de impacto entre os países ricos e as populações vulneráveis que vivem na Amazônia e dependem diretamente da natureza.
Uma nova geração de líderes
A participação de João na COP30 representa um passo importante na inclusão da juventude amazônida nos debates globais. Sua voz, nascida nas periferias de Belém, ecoa como símbolo de esperança e transformação. Ao unir conhecimento, empatia e coragem, o jovem mostra que a Amazônia não quer ser apenas cenário das discussões quer ser protagonista das soluções.
Perguntas e respostas
É um jovem ativista de Belém que representa a juventude amazônida nas discussões climáticas.
Por ser escolhido conselheiro do UNICEF na COP30 e defender o protagonismo das periferias.
Que a crise climática já afeta comunidades amazônicas e exige ação imediata dos líderes globais.






