Um sequestro em Mairiporã, na Grande São Paulo, terminou com uma fuga impressionante e comovente. Na última quarta-feira (2), criminosos atraíram o motorista por aplicativo José Malaquias com uma corrida falsa. Eles o mantiveram preso por horas, mas, surpreendentemente, ele conseguiu escapar. Uma câmera registrou sua chegada desesperada a uma casa, com os braços ainda amarrados. O vídeo, portanto, se espalhou rapidamente nas redes sociais.
Sequestro começou com corrida normal, mas terminou em cativeiro
Inicialmente, José aceitou uma corrida comum pelo aplicativo. No entanto, ao chegar ao endereço, ele foi rendido por homens armados. Em seguida, os criminosos o colocaram em outro carro e o levaram até um cativeiro isolado. Durante o tempo em que ficou preso, os sequestradores o mantiveram amarrado e sob ameaça. Essa prática, infelizmente, tem se tornado cada vez mais frequente entre motoristas de aplicativo.
Fuga pela mata surpreendeu até os moradores
Apesar da situação extrema, José aproveitou um momento de distração dos criminosos. Ele se soltou parcialmente e correu por uma área de mata densa. Embora estivesse ferido, seguiu em frente até encontrar uma residência. Por sorte, uma câmera de segurança registrou o momento em que ele apareceu no portão pedindo ajuda. Os moradores, que se assustaram com a cena, o acolheram imediatamente. Como resultado, as imagens repercutiram em todo o país.
Cresce o medo entre motoristas por aplicativo
Diante desse episódio, motoristas relatam sentir cada vez mais insegurança. De acordo com a Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp), pelo menos um motorista é assaltado ou sequestrado por dia na região. Enquanto isso, as plataformas de transporte ainda oferecem medidas limitadas de proteção. Assim, os trabalhadores seguem expostos, com poucos recursos para reagir ou se defender.
Perguntas frequentes
Elas podem implementar reconhecimento facial e monitoramento em tempo real.
Aplicativos com botão de emergência e localização contínua já existem, mas precisam ser mais acessíveis.
Embora aleguem que os motoristas são autônomos, a Justiça já analisa casos de responsabilidade solidária.



