Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron-MT) apreenderam 403 tabletes de cloridrato de cocaína na tarde de quinta-feira, 23 de outubro, durante uma fiscalização na BR-070, km 290, em Primavera do Leste (MT). As equipes abordaram um conjunto de veículos de carga e identificaram contradições nas falas do motorista, o que desencadeou uma vistoria minuciosa.
Durante a inspeção, os policiais descobriram um compartimento oculto no assoalho do semirreboque. A estrutura camuflada escondia os tabletes da droga, que exigiram o apoio do Corpo de Bombeiros Militar para remoção.
Policiais desmontam compartimento e prendem motorista
Os agentes retiraram os entorpecentes com o suporte técnico dos bombeiros. Em seguida, prenderam o condutor em flagrante e o encaminharam à Delegacia da Polícia Civil de Primavera do Leste, junto com os veículos e os 403 tabletes apreendidos.
As autoridades investigam a origem e o destino da droga, com indícios de que a carga saiu da fronteira com a Bolívia e seguiria para centros urbanos ou portos brasileiros.
Primavera do Leste se torna rota de escoamento do tráfico
Traficantes utilizam a malha rodoviária de Mato Grosso, especialmente em trechos como a BR-070, para escoar cocaína produzida no exterior. A região de Primavera do Leste oferece acesso facilitado a outras capitais e ao Sudeste, o que transforma o município em ponto estratégico para o narcotráfico.
Segundo o Observatório do Narcotráfico da Senad, Mato Grosso concentra cerca de 30% das apreensões de cocaína feitas nas rodovias do Centro-Oeste. Os números reforçam o alerta das autoridades sobre o uso crescente da logística regional por organizações criminosas com atuação transnacional.
Perguntas frequentes
Primavera do Leste fica em Mato Grosso, numa região estratégica entre fronteiras e centros urbanos, facilitando o escoamento da droga.
A carga pode ultrapassar R$ 8 milhões, considerando o valor de até R$ 20 mil por tablete no mercado ilegal.
Os agentes observam o comportamento do motorista, analisam documentos e usam tecnologia e cães farejadores em vistorias detalhadas.



