Um filhote de onça-pintada morreu atropelado na estrada que liga Poconé a Porto Cercado, a 104 km de Cuiabá. Um morador registrou a cena nesta quinta-feira (27) e divulgou imagens que mostram o animal com as vísceras expostas. Autoridades não receberam chamados para a remoção do corpo, o que reforça a falta de protocolos eficazes para lidar com acidentes desse tipo.
Motorista registra filhote de onça-pintada m0rt0 na estrada para Porto Cercado em Poconé; veja vídeo pic.twitter.com/lkxlFCVHaL
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 27, 2025
Rodovia corta uma das áreas mais ricas em biodiversidade do Pantanal
A estrada que leva ao Sesc Pantanal atravessa um dos trechos mais preservados do bioma e abriga grande diversidade de espécies, incluindo jacarés, antas e diversos felinos. Motoristas frequentemente avistam animais cruzando a pista, o que torna os atropelamentos um problema constante.
Especialistas apontam que onças-pintadas jovens costumam explorar novos territórios e buscar alimento, aumentando o risco de acidentes. A ausência de medidas eficazes de proteção agrava essa ameaça e compromete a sobrevivência da espécie na região.
Falta de resposta reforça necessidade de monitoramento
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar confirmaram que não receberam solicitações para recolher o corpo do filhote. Essa omissão dificulta a coleta de dados sobre atropelamentos e impede a criação de estratégias eficazes para prevenir novas mortes.
Atropelamentos ameaçam a onça-pintada no Brasil
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estima que atropelamentos matam pelo menos 50 felinos por ano no Brasil. Esse número pode ser maior devido à subnotificação de casos em áreas remotas.
A morte de onças afeta diretamente o equilíbrio ecológico. Como predador de topo, a espécie controla a população de outras espécies e mantém a estabilidade do ecossistema. A redução do número de indivíduos compromete a biodiversidade e pode causar impactos irreversíveis.
Perguntas frequentes
Motoristas dirigem em alta velocidade, ignoram a sinalização e não prestam atenção à travessia de animais nas rodovias.
Motoristas reduzem a velocidade, respeitam placas de sinalização e dirigem com cautela em áreas de travessia de fauna.
A população de presas cresce descontroladamente, a vegetação sofre impactos e toda a cadeia alimentar enfrenta desequilíbrios.







