Um motorista de 53 anos foi indiciado por lesão corporal após arrastar Thamyres Iannuzzi Barbero, de 27 anos, por cerca de 40 metros durante uma discussão no trânsito em Santos, litoral de São Paulo. O caso ocorreu em 26 de novembro de 2025, na Avenida Senador Pinheiro Machado, e agora segue para o Ministério Público para continuidade das investigações.
Conflito que virou agressão
Segundo o boletim de ocorrência, Thamyres conduzia sua motocicleta quando o motorista mudou de faixa de forma repentina e atingiu a lateral da moto. Inicialmente, não houve ferimentos graves, mas a situação escalou quando ambos pararam no semáforo. O motorista desceu do carro, chutou a motocicleta e acelerou enquanto segurava o braço de Thamyres, arrastando-a por cerca de 40 metros. A vítima sofreu escoriações no corpo e relatou dores no joelho, nas costas e no cotovelo.
Impacto físico e emocional
Thamyres relatou que os efeitos do acidente continuam afetando sua rotina e a de sua família. “Minha mãe precisou se afastar do trabalho devido a crises de ansiedade, com medo de que algo acontecesse comigo. O que é impagável para mim não é a moto quebrada, mas a minha vida e a vida da minha família”, disse. A jovem destacou que o trauma não se limita aos ferimentos físicos, mas envolve sofrimento emocional intenso.
Indiciamento como resposta à violência
Ao saber do indiciamento, Thamyres expressou alívio. “É um grande passo para que não só ele, mas outras pessoas que compartilham da mesma conduta entendam que é inadmissível ter esse tipo de atitude violenta contra a mulher e passar impune”, afirmou. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou o indiciamento do motorista por lesão corporal. A defesa do condutor não respondeu aos contatos da imprensa.
Perguntas e respostas:
Ela teve escoriações e dores no joelho, costas e cotovelo, mas sobreviveu sem risco imediato de vida.
Evitar discussões, manter distância segura entre veículos e registrar qualquer conflito sem confrontar diretamente.
Significa que ele foi formalmente responsabilizado por lesão corporal e o caso seguirá para o Ministério Público.








