Na manhã desta segunda-feira (27), um motociclista avançou sobre a calçada da avenida Guarapari, no bairro Santa Amélia, região da Pampulha, em Belo Horizonte, e roubou o celular de um pedestre. O criminoso agiu rapidamente, mesmo cercado por diversos comércios e restaurantes movimentados. As câmeras de segurança registraram toda a ação e mostraram que outro motociclista acompanhava o assaltante, oferecendo cobertura durante a fuga.
Moradores notam avanço dos roubos e pedem mais segurança
Nos últimos meses, os moradores da Pampulha perceberam um aumento expressivo nos roubos a pedestres. Por isso, a comunidade passou a utilizar grupos de WhatsApp para compartilhar vídeos, emitir alertas e avisar sobre suspeitos que circulam pelas ruas. Com isso, a população tenta se proteger e organizar estratégias coletivas de segurança.
Além disso, os comerciantes afirmam que o clima de insegurança já afeta as vendas, pois muitas pessoas evitam circular pela avenida Guarapari. Enquanto isso, os moradores cobram das autoridades mais viaturas e a instalação de câmeras públicas integradas ao sistema da Guarda Municipal. Ainda que algumas rondas tenham sido intensificadas, a população considera as medidas insuficientes diante da frequência dos crimes.
Ação coordenada e fuga rápida mostram preparo dos assaltantes
As imagens revelam que o criminoso subiu na calçada com a motocicleta, abordou a vítima e arrancou o celular em questão de segundos. Em seguida, o comparsa acelerou, facilitando a fuga pela avenida. Esse tipo de crime mostra que os assaltantes planejam as ações com antecedência, escolhendo locais de grande movimento e momentos de distração das vítimas.
Consequentemente, especialistas em segurança urbana alertam que esses ataques coordenados indicam falhas na prevenção e no monitoramento em tempo real. Além disso, o uso de motocicletas permite uma evasão imediata, dificultando a resposta da polícia. Segundo eles, o combate a esse tipo de crime exige inteligência integrada e análise de padrões para identificar rotas e horários de maior incidência.
Dados reforçam a concentração de crimes em pontos estratégicos
De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Belo Horizonte registrou, apenas no início de 2025, cerca de 15 roubos por dia. Curiosamente, estudos revelam que metade dessas ocorrências se concentra em apenas 3% das ruas da capital. A avenida Guarapari faz parte dessa estatística, devido ao intenso fluxo de pessoas e à presença de comércios.
Por conseguinte, especialistas sugerem que o poder público use esses dados para reposicionar o policiamento e adotar medidas preventivas, como iluminação reforçada e câmeras inteligentes. Enquanto isso, os moradores se organizam para criar redes comunitárias de apoio e fortalecer o vínculo entre vizinhos.
Comunidade reage e busca soluções coletivas
Apesar do medo, os moradores acreditam que a união pode reduzir os riscos. Portanto, muitos defendem a criação de conselhos locais de segurança, além de campanhas educativas sobre prevenção e comunicação direta com a polícia. Ao mesmo tempo, comerciantes pretendem investir em sistemas próprios de monitoramento e alarmes interligados.
Enquanto as ações oficiais ainda não avançam no ritmo esperado, a população continua a se proteger por conta própria, apostando na cooperação e na vigilância comunitária como forma de resistência ao avanço da criminalidade.
Perguntas frequentes
O aumento está relacionado à baixa presença policial e à facilidade de fuga proporcionada pelo uso de motocicletas.
Eles compartilham informações em grupos de WhatsApp, cobram ações das autoridades e reforçam a vigilância entre vizinhos.
A ampliação do policiamento, o uso de tecnologia de monitoramento e o investimento em iluminação pública são as principais medidas apontadas por especialistas.










