David Luiz Porto Santos morreu em agosto de 2021. Ele teria ingerido superdosagem de lidocaína, substância que só deve ser prescrita por profissional de saúde
A morte de um homem de 33 anos logo após uma sessão de tatuagem em Curitiba acendeu um alerta sobre a ingestão de anestéticos na pele antes do início do procedimento. David Luiz Porto Santos morreu em agosto de 2021, contudo, as informações sobre a investigação do caso foram divulgadas na última quinta-feira (16).
O anestésico usado pelo tatuador José Manoel Vieira de Almeida para o procedimento é a lidocaína 20% em solução aquosa (spray), comprada em farmácia de manipulação. José agora é investigado pela Polícia Civil e vai responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
De acordo com o delegado Wallace de Oliveira Brito, responsável pela investigação, David passou mal no final da tatuagem. Os batimentos cardíacos dele começaram a acelerar, vítima chegou a ter uma convulsão e acabou morrendo no local.
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) encontrou lidocaína no corpo da vítima. Esse anestésico causa a perda temporária de sensação na área onde é aplicado. A polícia ainda procura saber se houve superdosagem do remédio.
“O principal risco da superdosagem é que justamente afete as batidas do coração podendo levar justamente a óbito, parada cardíaca, arritmias ou alterações respiratórias”, afirma
Onde a lidocaína pode ser usada?
A médica explica que a lidocaína pode ser utilizada de forma rotineira no hospital como um anestésico em caso de suturas, que é quando há necessidade de fechar uma incisão na pele. Nestes procedimentos, normalmente são colocados pontos no local que foi operado.
Além disso, a substância pode ser usada para cirurgias onde são feitos bloqueios de nervo com a lidocaína. Outro uso é para controle de frequência do coração. Com isso, a lidocaína é indicada para algumas arritmias.
“Apesar de ser um remédio que pode ser usado de forma tópica, ele também tem ações sistêmicas no coração”, diz Larissa
Por isso, a lidocaína só pode ser aplicada por um profissional de saúde. “Essas medicações não podem ser feitas sem acompanhamento médico”, conclui.
Via Banda B









