Morte de duas elefantas em santuário de MT levanta questionamentos e mobiliza autoridades; veja vídeo

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A morte de duas elefantas africanas em um curto intervalo de tempo no Santuário de Elefantes Brasil, localizado em Chapada dos Guimarães, chamou a atenção de autoridades ambientais e do público. Os animais, identificados como Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, viviam no local voltado ao acolhimento de elefantes resgatados de situações de cativeiro e exploração.

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Diante da repercussão, o Ibama informou que acompanha o caso e já solicitou formalmente os laudos de necropsia. Segundo o órgão, ainda não é possível afirmar se as mortes estão relacionadas a maus-tratos, falhas no manejo ou causas naturais. Qualquer conclusão dependerá exclusivamente dos resultados técnicos dos exames em andamento.

Exames técnicos devem esclarecer causas das mortes

As necropsias estão sendo realizadas por uma equipe especializada da Universidade Federal de Mato Grosso. O prazo estimado para a conclusão dos laudos é de até 30 dias. O trabalho inclui análise de órgãos, tecidos e possíveis indícios de doenças, além da avaliação das condições gerais de saúde das elefantas antes do óbito.

Especialistas explicam que elefantes africanos possuem expectativa de vida elevada e histórico de saúde complexo, especialmente quando passaram décadas em cativeiro. Alterações fisiológicas tardias, problemas articulares e doenças crônicas podem surgir com o avanço da idade, o que torna a análise detalhada essencial.

Fiscalização envolve diferentes órgãos ambientais

O Santuário de Elefantes Brasil possui licença ambiental emitida pela Sema-MT, responsável pela fiscalização primária do espaço. Já o Ibama atua de forma complementar, acompanhando o cumprimento das normas federais e monitorando situações que envolvem fauna silvestre e exótica.

A atuação conjunta busca garantir transparência e rigor técnico na apuração. Segundo os órgãos, medidas administrativas só poderão ser avaliadas após a divulgação oficial dos laudos. Até o momento, não há registro de penalidades ou interdições relacionadas ao caso.

Caso reacende debate sobre santuários e bem-estar animal

A morte quase simultânea das duas elefantas reacendeu discussões sobre os desafios do manejo de grandes animais em santuários. Esses espaços têm como proposta oferecer condições mais próximas do ambiente natural, mas lidam com animais que carregam histórico de estresse, exploração e limitações físicas.

Organizações de proteção animal acompanham o caso com cautela, defendendo que análises técnicas sejam respeitadas antes de qualquer julgamento. O episódio também evidencia a importância da fiscalização contínua e da divulgação clara de informações para a sociedade.

Perguntas frequentes:

Onde ocorreram as mortes das elefantas?
No Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães.

Já se sabe a causa das mortes?
Não, as causas dependem dos laudos de necropsia ainda em elaboração.

Quem fiscaliza o santuário?
A Sema-MT realiza a fiscalização primária, com acompanhamento do Ibama.

Fabíola Maria Costa Silva

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