Morre Chiaki Ishii, primeiro brasileiro a conquistar medalha olímpica no judô, aos 85 anos

Fabíola Maria Costa Silva •
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O judô brasileiro perdeu nesta sexta-feira (16) um dos maiores nomes de sua história. Chiaki Ishii, primeiro atleta a conquistar uma medalha olímpica para o Brasil na modalidade, morreu aos 85 anos. O ex-judoca entrou para a história do esporte nacional ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Nascido no Japão e naturalizado brasileiro, Ishii construiu uma trajetória marcada por conquistas internacionais e pela formação de novos atletas. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) prestaram homenagens ao ex-atleta, que também recebeu importantes reconhecimentos por sua contribuição ao esporte.

Medalha em Munique marcou a história do judô brasileiro

Chiaki Ishii conquistou seu principal resultado esportivo nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando garantiu a medalha de bronze.

A conquista representou a primeira medalha olímpica do Brasil no judô e abriu um novo capítulo para a modalidade no país.

Além do resultado olímpico, Ishii também conquistou uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Judô.

Nascido em Ashikaga, no Japão, o atleta se naturalizou brasileiro em 1969, três anos antes de alcançar o pódio olímpico.

Antes de construir sua carreira esportiva no Brasil, trabalhou como agricultor em uma colônia japonesa localizada em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Ex-judoca formou outros medalhistas olímpicos

Após encerrar a carreira como competidor, Chiaki Ishii continuou contribuindo para o desenvolvimento do judô brasileiro.

O ex-atleta comandou uma academia no bairro da Lapa, em São Paulo, onde participou da formação de novos talentos.

Entre os judocas que passaram por seu trabalho estão Walter Carmona e Rafael Silva, conhecido como Baby, ambos medalhistas olímpicos.

Dessa forma, Ishii ampliou sua participação na história da modalidade, não apenas pelas conquistas individuais, mas também pelo trabalho desenvolvido como treinador.

Confederação Brasileira de Judô presta homenagem

A Confederação Brasileira de Judô lamentou a morte de Chiaki Ishii e destacou sua contribuição para o crescimento da modalidade.

“Sua trajetória é marcada pelo pioneirismo, pela dedicação incansável ao judô e por um legado incalculável dentro e fora do tatame”, declarou a entidade nas redes sociais.

O Comitê Olímpico do Brasil também publicou uma mensagem de solidariedade.

“Neste momento de profunda tristeza, o COB expressa suas sinceras condolências aos familiares, amigos, alunos e a toda a comunidade do judô.”

Chiaki Ishii recebeu homenagem do Comitê Olímpico

Em reconhecimento à sua trajetória, Chiaki Ishii passou a integrar o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.

Além disso, em 2023, recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, homenagem destinada a personalidades que marcaram a história do esporte olímpico brasileiro.

O judoca também deixou uma tradição esportiva na família. Suas filhas Tânia Ishii e Vânia Ishii representaram o Brasil em edições dos Jogos Olímpicos.

Tânia participou dos Jogos de Barcelona, em 1992, enquanto Vânia competiu em Sydney, em 2000, e Atenas, em 2004.

Chiaki Ishii também era pai de Luiza Ishii. A reportagem original não informou a causa da morte nem detalhes sobre velório e sepultamento.

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