Os moradores do Residencial José Carlos Guimarães, em Várzea Grande, organizaram um protesto com faixas contra a empresa MT Concreto, localizada nas proximidades, devido a problemas recorrentes de poeira e barulho. Segundo os residentes, a poeira gerada pela atividade das máquinas da empresa está invadindo as casas e prejudicando a saúde da população local. Além disso, o ruído constante, inclusive durante a noite e nos finais de semana, tem tornado a convivência na área insuportável.
Os protestos anteriores e denúncias formais não surtiram efeito, levando os moradores a confeccionar e espalhar faixas pela região, utilizando um tom irônico para agradecer ao Poder Executivo pela situação. No entanto, a iniciativa encontrou obstáculos: as faixas foram removidas rapidamente após sua instalação.
Os moradores, revoltados com a remoção das faixas, acionaram a Polícia Militar para esclarecer quem teria ordenado a retirada. Em frente à empresa, policiais militares conversaram com o secretário de Serviços Públicos, Breno Gomes, que afirmou que sua equipe removeu as faixas, pois elas foram instaladas sem a devida autorização municipal. Gomes explicou que as faixas publicitárias só podem ser colocadas com permissão oficial, e o morador que questionou a retirada foi orientado a seguir os trâmites adequados para reavê-las.
Por outro lado, Danilo Rondon, diretor comercial da MT Concreto, declarou que a empresa opera dentro da legalidade, com todas as licenças exigidas pelo município. Ele destacou o compromisso da empresa com a qualidade e a conformidade com as normas ambientais e de operação.
A situação expõe a tensão entre desenvolvimento industrial e qualidade de vida dos moradores, evidenciando a necessidade de um equilíbrio entre atividade econômica e bem-estar comunitário. As autoridades municipais e a empresa MT Concreto precisam dialogar com a comunidade para encontrar soluções que minimizem os impactos negativos e garantam um ambiente saudável para todos.









