O sábado começou de maneira atípica para quem costuma frequentar o centro de Cuiabá. Acostumados a caminhar livremente pela Rua 13 de Junho durante a tradicional Feira do Centro, moradores se depararam, desta vez, com uma paisagem completamente diferente: veículos estacionados em ambos os lados da via e ausência total das barracas que animavam o local. A surpresa, portanto, gerou desconforto e questionamentos sobre a continuidade do programa “Centro Vivo”, criado pela Prefeitura para revitalizar a região.
A transformação que perdeu força
Nos últimos meses, a Prefeitura de Cuiabá vinha realizando o programa “Centro Vivo”, que transformava a Rua 13 de Junho em um verdadeiro ponto de convivência aos sábados. O espaço, normalmente tomado por carros e comércio intenso durante a semana, ganhava vida com barracas de artesanato, apresentações culturais e opções gastronômicas. Dessa forma, o centro se tornava um local de lazer, atraindo famílias e turistas.
Entretanto, neste sábado, o cenário mudou radicalmente. Sem o bloqueio habitual do trânsito, os carros voltaram a dominar a via. Como resultado, o fluxo de pedestres diminuiu e o ambiente perdeu o caráter acolhedor que havia conquistado nos últimos meses. Essa alteração, portanto, levantou dúvidas sobre a manutenção do projeto e o compromisso da administração municipal com a revitalização do centro histórico.
Comerciantes divididos e preocupações crescentes
Por um lado, os lojistas comemoraram o retorno do fluxo de veículos, argumentando que a interdição dificultava o acesso de clientes e comprometia as vendas. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá, mais de 50% dos comerciantes da região se mostraram contrários à feira. Eles afirmam que o fechamento da rua estimulava o comércio informal e gerava prejuízos para quem mantém lojas fixas.
Por outro lado, os feirantes e frequentadores defendem o programa, destacando que ele movimentava a economia criativa e fortalecia o turismo local. Além disso, muitos acreditam que o “Centro Vivo” devolvia vitalidade a uma área que, historicamente, sofria com o abandono e a falta de atividades culturais. A divergência entre os grupos mostra que o tema ainda está longe de um consenso e exige diálogo entre poder público e sociedade civil.
Expectativas e incertezas para os próximos sábados
Diante da ausência da feira, moradores relataram frustração e cobraram uma posição oficial da Prefeitura de Cuiabá. Eles afirmam que o evento, além de gerar renda e lazer, contribuía para a segurança do centro, ao atrair mais pessoas e reduzir o vazio urbano. Agora, com o retorno dos carros e a falta de clareza sobre o futuro da iniciativa, cresce a apreensão sobre o rumo do projeto.
Enquanto isso, a gestão municipal não confirmou se a suspensão da feira é temporária ou definitiva. Caso o “Centro Vivo” tenha sido interrompido, Cuiabá perde não apenas um espaço de convivência, mas também uma experiência que aproximava a população do patrimônio histórico e da cultura local. Resta saber, portanto, se a Prefeitura pretende retomar o projeto e de que forma conciliará os interesses de moradores, lojistas e feirantes.
Perguntas frequentes
A Prefeitura não divulgou o motivo da suspensão e não informou se o evento voltará a ocorrer nas próximas semanas.
O projeto buscava revitalizar o centro histórico, promovendo lazer, cultura e oportunidades econômicas para pequenos empreendedores.
Parte dos lojistas comemorou o retorno do trânsito, mas muitos reconhecem que o evento ajudava a atrair público e dinamizar a região central.


