As chuvas que atingiram Chapada dos Guimarães na quarta-feira (28) transformaram ruas em verdadeiros rios de água suja. O volume intenso, somado à falta de drenagem eficiente, derrubou para-choques de carros, arrastou sujeira e alastrou ondas de água parada por diversos bairros. A população registrou os alagamentos em vídeos que rapidamente viralizaram nas redes sociais.
Motoristas enfrentaram trechos perigosos, com buracos invisíveis sob a água. Ruas asfaltadas recentemente não resistiram ao impacto das chuvas, revelando obras mal executadas. A lama, os desníveis e o acúmulo de detritos interromperam o tráfego e colocaram vidas em risco.
Moradores se mobilizam e cobram respostas
Indignados, moradores usaram as redes sociais para denunciar o que classificam como negligência da gestão municipal. Um dos vídeos mostra enxurradas dominando uma rua e, ao fundo, a voz de um cidadão revolta-se:
“Infelizmente não é um ponto isolado. Outras ruas de Chapada estão na mesma situação. Obras inacabadas colocam todo mundo em risco.”
Outra moradora não poupou críticas à prefeitura:
“Só se preocupam com festas. Turistas veem a praça e a rua coberta, mas não sabem o que passamos nos bairros. Isso aqui é uma cidade turística?”
Os relatos ecoam entre moradores que enfrentam os mesmos problemas a cada temporada de chuvas. Eles cobram ações urgentes, transparência e mais compromisso com a infraestrutura urbana.
Turismo e economia entram em rota de colisão
Com cerca de 30 mil habitantes e milhares de visitantes anuais, Chapada dos Guimarães movimenta a economia local principalmente com turismo. No entanto, o abandono da infraestrutura urbana ameaça essa base econômica. Roteiros ecológicos, pousadas e restaurantes sofrem as consequências do abandono, afetando diretamente o setor.
Perguntas frequentes
Porque obras mal finalizadas e a falta de drenagem adequada impedem o escoamento da água da chuva.
Sim. Motoristas perderam para-choques e sofreram danos ao passar por ruas alagadas e cheias de buracos.
Eles exigem conclusão das obras, manutenção das vias e prioridade para infraestrutura, não apenas eventos.












