Na noite desta última quarta-feira (19), por volta das 21h, um grupo de moradores de rua tentou linchar um homem nas proximidades da rodoviária de Nova Mutum (MT), a 240 km de Cuiabá. Um pedestre flagrou a cena em vídeo, as imagens mostram o acusado, cercado por outros homens, gritando repetidamente: “Eu não sou gay!”.
A testemunha que gravou o vídeo relatou que a confusão começou após uma abordagem policial. Durante a checagem, os policiais revelaram ao grupo que o homem tinha uma passagem criminal por abuso sexual infantil. No entanto, a informação provocou revolta imediata entre os demais, que partiram para cima do suspeito com ameaças e tentativas de agressão sexual como forma de retaliação.
Grupo tenta punir homem por conta própria
Diante da revelação sobre o crime do passado, os demais moradores de rua tentaram agredir o homem, e a situação rapidamente saiu do controle. De acordo com o relato de quem filmou, houve uma tentativa de estupro contra o acusado, como forma de retaliação. O homem, porém, conseguiu escapar das investidas, se desvencilhou do grupo e se afastou do local.
A ação aconteceu de forma rápida e sem registro oficial. Nenhum boletim de ocorrência sobre o caso foi encontrado até o momento. Mesmo assim, o vídeo serviu como prova do que aconteceu, revelando um ambiente de tensão constante entre pessoas em situação de rua que convivem nas imediações da rodoviária.
Episódio reforça clima de instabilidade nas ruas
O caso evidencia a forma como alguns grupos, vivendo à margem da sociedade, reagem quando tomam conhecimento de crimes cometidos por indivíduos do próprio convívio. O sentimento de indignação levou os moradores de rua a tentar aplicar sua própria forma de justiça. O incidente, apesar de não ter resultado em ferimentos graves, acende um alerta sobre os conflitos diários enfrentados por essas pessoas.
Perguntas frequentes
Ele foi ameaçado e quase agredido por outros moradores de rua após descobrirem que tem passagem por abuso sexual infantil.
Eles tentaram fazer justiça com as próprias mãos, revoltados com o crime do passado do acusado.
Não. Até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada oficialmente.
