A Polícia Militar do Mato Grosso matou dois criminosos armados durante uma operação no bairro Pedra 90, em Cuiabá, na tarde de quarta-feira (2). Após o confronto, moradores da região atacaram viaturas e protestaram contra a ação policial. Os PMs contiveram a confusão com balas de borracha.
A operação começou por volta das 14h50, quando uma denúncia anônima informou que criminosos mantinham uma pessoa em cárcere privado dentro de uma casa na Rua 59. A Força Tática se deslocou até o local e avistou um Gol branco com vários suspeitos. Os ocupantes do veículo fugiram ao perceber a aproximação da viatura.
Os policiais localizaram o carro abandonado no bairro Cinturão Verde. Durante as buscas, a equipe encontrou dois homens armados escondidos em uma construção. Ao receber ordem de rendição, os suspeitos atiraram contra os policiais, que revidaram e mataram os dois no local.
PM identifica mortos como membros de facção criminosa
A polícia identificou os mortos como Hyago Junior Alves Silva, de 19 anos, e Adenis Artur Gonçalves, de 27 anos. Ambos acumulavam passagens por crimes diversos. Investigadores apontam Adenis como “disciplina” — cargo de liderança de facção — da Etapa 2 do Pedra 90.
A Polícia Civil iniciou um inquérito para apurar todos os detalhes da operação, incluindo a denúncia inicial de cárcere e o armamento usado pelos suspeitos. Até o momento, a polícia não confirmou o paradeiro da suposta vítima do sequestro.
Moradores reagem com violência e PM usa força não letal
Após o tiroteio, dezenas de moradores e familiares dos criminosos se reuniram em protesto. O grupo atirou pedras e tentou invadir o perímetro da ação policial. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que os PMs disparam balas de borracha para dispersar a multidão e proteger as viaturas.
A confusão durou alguns minutos e só terminou após reforço no policiamento. Nenhum policial ficou ferido. A Secretaria de Segurança Pública informou que investiga possíveis ações criminosas durante o tumulto.
Perguntas frequentes
Hyago Junior Alves Silva, 19, e Adenis Artur Gonçalves, 27, ambos com passagens criminais e vínculos com facção.
Eles se revoltaram com a morte dos suspeitos e tentaram impedir a remoção dos corpos.
Não. A Polícia Civil ainda investiga o paradeiro da suposta vítima.









