Na tarde desta quarta-feira, 16 de julho, um morador do bairro Costa Verde, em Várzea Grande, foi surpreendido por uma situação que poderia ter terminado em tragédia. Uma pipa caiu dentro de seu quintal, e, ao se aproximar do objeto, ele percebeu um detalhe alarmante: a linha usada era de cerol, uma mistura de cola com vidro moído extremamente cortante.
Morador alert4 comunidade após encontrar pipa com cer0l no quintal de casa em Várzea Grande; veja vídeo pic.twitter.com/xpfytXNo7y
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 16, 2025
Sem hesitar, ele filmou a cena e divulgou nas redes sociais. O vídeo viralizou em grupos de WhatsApp e chamou a atenção de centenas de moradores da região.
Cerol: um risco real e mortal
O cerol transforma uma linha de pipa em uma lâmina. Quem adiciona vidro moído ou limalha de ferro à cola age com imprudência e coloca vidas em risco. A prática, comum em “duelos de pipas”, causa cortes profundos e já provocou mortes em várias cidades do Brasil.
Segundo o portal G1, apenas em 2023, o país registrou pelo menos 15 mortes provocadas por linhas com cerol, principalmente entre motociclistas. Em muitos casos, a linha atinge o pescoço das vítimas, levando a óbito em poucos segundos.
Leis existem, mas a fiscalização falha
A Lei Estadual nº 9.545/2011 proíbe o uso, a posse e a comercialização de linhas com cerol em Mato Grosso. A legislação também responsabiliza os responsáveis legais por menores de idade que utilizam esse tipo de material. No entanto, moradores de Várzea Grande denunciam a ausência de fiscalização, principalmente nos bairros mais afastados do centro.
O cerol não representa apenas um risco. Ele é um crime. Ao registrar o ocorrido, o morador do Costa Verde não apenas protegeu sua família — ele também alertou uma comunidade inteira sobre os perigos silenciosos que rondam brincadeiras aparentemente inocentes.
Perguntas frequentes
Sim. A linha com cerol pode causar cortes fatais, especialmente no pescoço de motociclistas.
Sim. Em Mato Grosso, o uso e a venda são proibidos por lei estadual.
Recolha com cuidado, registre o caso e denuncie à guarda municipal ou polícia.









