A morte de uma adolescente de 15 anos após a virada do ano levantou um alerta grave sobre consumo de bebidas adulteradas e venda irregular de álcool. Soffia Del Valle Torrealba Ramos passou mal após ingerir gin suspeito de conter metanol e morreu no último sábado (3), em São Paulo. A polícia investiga o caso como suspeita de intoxicação por metanol, uma substância altamente tóxica e proibida para consumo humano.
Segundo as informações iniciais, Soffia comprou a bebida com amigos em uma adega para comemorar o Ano Novo. Pouco tempo depois, começou a apresentar sintomas graves e não resistiu. O caso provocou comoção e reacendeu o debate sobre fiscalização, venda ilegal de álcool e os riscos do consumo por adolescentes.
Quem era a adolescente e como a família vive o luto
Soffia era venezuelana e chegou ao Brasil em 2019 com a família. Ela morava na Zona Leste de São Paulo com a mãe, duas irmãs, também venezuelanas, e o padrasto. Amigos e familiares relataram que a adolescente gostava de jogar futebol e mantinha uma rotina comum a jovens da mesma idade.
Ela completou 15 anos em junho do ano passado. O velório está marcado para a noite desta segunda-feira (5), na igreja AD Brás Jardim Vitória, em Cidade Tiradentes. O sepultamento ocorre na terça-feira no Cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista.
O que é o metanol e por que ele é tão perigoso
O metanol é um tipo de álcool usado como solvente industrial e combustível. Diferente do etanol, presente em bebidas alcoólicas, o metanol pode causar intoxicação grave mesmo em pequenas quantidades. Especialistas explicam que a substância afeta o sistema nervoso, o fígado e pode levar à falência de órgãos.
Casos de adulteração costumam ocorrer para baratear custos, prática considerada crime. A ingestão pode provocar náuseas, dores intensas, perda de consciência e morte, dependendo da dose.
Venda irregular e investigação policial
A polícia apura as circunstâncias da venda da bebida e se a adega cumpria as normas legais. A comercialização de álcool para menores é proibida no Brasil, assim como a venda de bebidas adulteradas. Se confirmada a presença de metanol, os responsáveis podem responder por crimes graves.
Autoridades alertam que denúncias são fundamentais para evitar novos casos e reforçam a necessidade de fiscalização mais rigorosa, principalmente em períodos festivos.
Perguntas frequentes:
O que causou a morte da adolescente?
Há suspeita de intoxicação por metanol presente em bebida alcoólica adulterada.
Metanol pode estar em bebidas comuns?
Não legalmente. Sua presença indica adulteração criminosa.
A venda da bebida está sendo investigada?
Sim. A polícia apura a origem do produto e a responsabilidade da adega.






