Em uma cena chocante registrada por câmeras de segurança, Alícia Valentina, de 11 anos, foi brutalmente espancada por colegas no banheiro da Escola Municipal Tia Zita, em Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco. A agressão ocorreu no dia 3 de setembro, e quatro dias depois, Alícia teve a morte cerebral decretada no Hospital da Restauração, no Recife.
Veja vídeo:
Reprodução: G1 pic.twitter.com/QRSsp5HTst
— Perrengue2 (@perrengue2025) September 11, 2025
O vídeo da agressão
As imagens obtidas pelo g1 mostram Alícia saindo do banheiro com a mão no ouvido esquerdo e pedindo ajuda a uma funcionária da escola. O vídeo, gravado às 13h04, mostra a movimentação de alunos na porta do banheiro e um empurrão dado por um dos estudantes, que teria iniciado o espancamento. Alícia, visivelmente ferida, tenta estancar o sangramento no ouvido e no nariz enquanto conversa com a profissional da escola, pedindo socorro. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com muitos questionando a resposta da instituição escolar diante da violência.
Motivação da agressão
Segundo o boletim de ocorrência, um dos meninos iniciou a agressão, ele ficou irritado porque Alícia não quis “ficar com ele”. O espancamento envolveu quatro meninos e uma menina, sendo descrito como um ataque violento, que resultou em traumatismo cranioencefálico, conforme o atestado de óbito. A causa da morte acabou sendo atribuída a um “instrumento contundente”.
A dor da mãe e o descaso das autoridades
A mãe de Alícia, que preferiu não se identificar, contou em entrevista que levou sua filha em três unidades de saúde, mas só após o sangramento persistir e ela vomitar sangue ela acabou sedno transferida para o Hospital de Salgueiro. O quadro grave resultou na morte cerebral de Alícia. A mãe revelou que a filha não conseguiu contar os detalhes da agressão, o que levanta ainda mais questões sobre o comportamento dos envolvidos.
Perguntas frequentes:
Segundo relatos, um menino iniciou as agressões porque Alícia não quis “ficar com ele”.
A demora no atendimento adequado pode ter agravado o estado de saúde de Alícia, prolongando os efeitos do trauma.
Alícia, visivelmente ferida, tentando estancar os sangramentos enquanto conversa com uma funcionária.



