A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Primatus, em Aripuanã, para desarticular um grupo criminoso ligado a uma facção de alcance estadual. O bando é acusado de comandar esquemas de tráfico de drogas, homicídios, extorsões contra garimpeiros e lavagem de dinheiro.
— Perrengue2 (@perrengue2025) September 16, 2025
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e a Delegacia de Aripuanã coordenaram a ofensiva, com o apoio do Ciopaer e das regionais de Alta Floresta, Guarantã do Norte, Juína, Sinop e Tangará da Serra.
O que foi cumprido na Operação Primatus
A Justiça expediu 62 ordens judiciais e a Polícia cumpriu todas.
- 26 mandados de prisão preventiva
- 26 de busca e apreensão
- 4 bloqueios de valores, totalizando até R$ 1 milhão
- 4 sequestros de veículos, incluindo uma Toyota Hilux, uma Dodge Ram e um Chevrolet Camaro
- 2 suspensões de atividades econômicas de empresas de Aripuanã, uma no ramo de terraplanagem e outra de comércio de alimentos
A Polícia cumpriu quatro mandados de prisão em penitenciárias de Cuiabá e os demais em endereços de Aripuanã.
Estrutura da facção: hierarquia e “controle de qualidade”
As investigações, que duraram dois meses, revelaram a estrutura organizada do grupo criminoso. Membros desempenhavam funções específicas, como:
- Liderança e coordenação das atividades ilícitas
- Julgamentos internos e aplicação de castigos, conhecidos como “salves”
- Extorsões a comerciantes locais
- Distribuição e fiscalização da qualidade das drogas
Além disso, a facção distribuía cestas básicas para conquistar apoio nas comunidades carentes. A facção financiava muitas dessas cestas com dinheiro do tráfico ou obrigava pessoas a comprá-las sob coação.
Extorsões a garimpeiros e comerciantes de ouro
A facção também extorquia garimpeiros e comerciantes de ouro, cobrando até 2% sobre a venda de ouro e a negociação de áreas de garimpo em Aripuanã. Eles utilizavam ameaças para controlar os trabalhadores e exploradores da região.
Além disso, a facção atuava como uma espécie de empresa de cobrança, recebendo repasses de credores em troca de um percentual sobre as dívidas pagas.
Perguntas frequentes
A Operação Primatus é uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e extorsões em Aripuanã.
A operação cumpriu 62 ordens judiciais, incluindo prisões, buscas, apreensões e bloqueios de valores.
A facção extorquia garimpeiros e comerciantes de ouro, cobrando até 2% sobre a venda de ouro e a exploração de áreas de garimpo.




