Megaoperação prende 26 criminosos envolvidos em tráfico de drogas e extorsão de garimpeiros em MT; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Primatus, em Aripuanã, para desarticular um grupo criminoso ligado a uma facção de alcance estadual. O bando é acusado de comandar esquemas de tráfico de drogas, homicídios, extorsões contra garimpeiros e lavagem de dinheiro.

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e a Delegacia de Aripuanã coordenaram a ofensiva, com o apoio do Ciopaer e das regionais de Alta Floresta, Guarantã do Norte, Juína, Sinop e Tangará da Serra.

O que foi cumprido na Operação Primatus

A Justiça expediu 62 ordens judiciais e a Polícia cumpriu todas.

  • 26 mandados de prisão preventiva
  • 26 de busca e apreensão
  • 4 bloqueios de valores, totalizando até R$ 1 milhão
  • 4 sequestros de veículos, incluindo uma Toyota Hilux, uma Dodge Ram e um Chevrolet Camaro
  • 2 suspensões de atividades econômicas de empresas de Aripuanã, uma no ramo de terraplanagem e outra de comércio de alimentos

A Polícia cumpriu quatro mandados de prisão em penitenciárias de Cuiabá e os demais em endereços de Aripuanã.

Estrutura da facção: hierarquia e “controle de qualidade”

As investigações, que duraram dois meses, revelaram a estrutura organizada do grupo criminoso. Membros desempenhavam funções específicas, como:

  • Liderança e coordenação das atividades ilícitas
  • Julgamentos internos e aplicação de castigos, conhecidos como “salves”
  • Extorsões a comerciantes locais
  • Distribuição e fiscalização da qualidade das drogas

Além disso, a facção distribuía cestas básicas para conquistar apoio nas comunidades carentes. A facção financiava muitas dessas cestas com dinheiro do tráfico ou obrigava pessoas a comprá-las sob coação.

Extorsões a garimpeiros e comerciantes de ouro

A facção também extorquia garimpeiros e comerciantes de ouro, cobrando até 2% sobre a venda de ouro e a negociação de áreas de garimpo em Aripuanã. Eles utilizavam ameaças para controlar os trabalhadores e exploradores da região.

Além disso, a facção atuava como uma espécie de empresa de cobrança, recebendo repasses de credores em troca de um percentual sobre as dívidas pagas.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Primatus?

A Operação Primatus é uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e extorsões em Aripuanã.

Quantos mandados foram cumpridos na operação?

A operação cumpriu 62 ordens judiciais, incluindo prisões, buscas, apreensões e bloqueios de valores.

O que a facção fazia com garimpeiros em Aripuanã?

A facção extorquia garimpeiros e comerciantes de ouro, cobrando até 2% sobre a venda de ouro e a exploração de áreas de garimpo.

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