A situação dos hospitais na Faixa de Gaza atingiu um nível crítico. Sem combustível suficiente para manter os geradores funcionando, unidades de saúde como o Hospital Al-Helou, em Gaza, começaram a abrigar vários bebês prematuros em uma única incubadora.
Imagens registradas mostram os bebês amontoados na incubadora; veja vídeo:
Hospitais colapsam e recém-nascidos dividem incubadora
Essa prática, embora extrema, tem sido a única alternativa para salvar vidas das crianças diante da escassez de energia elétrica e de condições adequadas para atendimento neonatal. O doutor Fadel Naim, diretor do Hospital Al-Ahli, classificou a superlotação como consequência direta da guerra e do bloqueio imposto à região.
Já o diretor do Hospital Al-Shifa, Mohammad Abu Silmiya, alertou que a unidade pode encerrar totalmente as atividades caso não receba combustível nas próximas horas, colocando centenas de pacientes em risco — incluindo 22 bebês em incubadoras. “A situação é uma corrida contra o tempo”, afirmou à CNN.
Falta de peças e combustíveis paralisa serviços essenciais
Além da falta de combustível, os hospitais também enfrentam dificuldade para encontrar peças de reposição para os geradores antigos. O Hospital dos Mártires de Al-Aqsa relatou a quebra de seu principal gerador e alertou que a unidade reserva só funciona por mais algumas horas. Sem energia, cerca de meio milhão de pessoas ficarão sem acesso a atendimento médico na Província Central de Gaza.
Apelo por ajuda internacional urgente
Segundo o Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (Ocha), as ambulâncias estão paradas, os sistemas de água ameaçam colapsar e o número de mortes pode aumentar drasticamente. A ONU cobra que autoridades israelenses permitam a entrada urgente de combustível, com regularidade e em quantidade suficiente. Israel afirma ter autorizado a entrada de 160 mil litros de combustível desde o dia 9, mas destaca que a distribuição cabe às autoridades locais.
Perguntas frequentes:
Em alguns casos, até quatro recém-nascidos compartilham uma única incubadora.
A escassez de combustível e a falta de peças para geradores estão paralisando os serviços médicos.
Sim, cerca de 160 mil litros foram autorizados, mas a distribuição não está sob controle direto de Israel.



