O médico João Marcos Rondon denunciou o pet shop São Francisco de Assis, em Cuiabá, após a morte de sua cadela Filó, uma Bulldog Francês. Ele registrou um boletim de ocorrência e afirmou que o calor extremo durante o transporte foi a principal causa da morte do animal. Filó havia retornado de um serviço de banho e tosa oferecido pelo estabelecimento na última quinta-feira (27). Diante disso, o caso gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou importantes questões sobre o transporte de animais.
Exposição ao calor e sintomas de hipertermia
Ao chegar em casa, Filó apresentava sinais evidentes de hipertermia. Rondon imediatamente percebeu que algo estava errado, pois a cadela mostrava dificuldade para respirar, batimentos cardíacos acelerados e a língua arroxeada. Rapidamente, ele a levou até uma clínica veterinária, onde os profissionais tentaram reverter o quadro. No entanto, apesar dos esforços para combater a desidratação e o superaquecimento, Filó não resistiu.
Segundo a veterinária responsável, o calor excessivo durante o transporte foi determinante para o quadro de hipertermia que levou à morte do animal. Ela explicou que a temperatura corporal de Filó estava muito acima do normal e que a desidratação já havia atingido um nível crítico. Assim, a tragédia evidenciou a importância de cuidados especiais no transporte de pets, principalmente em dias quentes.
Negligência no transporte de animais
Além de Filó, dois golden retrievers também estavam no mesmo veículo. Apesar de terem suportado melhor a situação por serem de porte maior, ambos chegaram abatidos e precisaram ser colocados em um ambiente climatizado imediatamente. Nesse sentido, Rondon destacou que o estado dos golden retrievers reforçou ainda mais a negligência no transporte, uma vez que animais menores e raças braquicefálicas, como os bulldogs franceses, são mais sensíveis ao calor e requerem cuidados extras.
Apelo por responsabilidade no transporte de pets
Após o incidente, Rondon gravou um vídeo para alertar outros tutores sobre os riscos associados aos serviços de banho e tosa, especialmente durante dias de calor intenso. Ele enfatizou que as empresas precisam garantir maior segurança no transporte dos animais. “Nossos pets são parte da família e devem ser tratados com o mesmo cuidado que qualquer outro membro”, afirmou.
Além disso, o médico expressou seu desejo de que a tragédia sirva como alerta para evitar que outros animais passem pela mesma situação. “Buscamos justiça por Filó e queremos conscientizar os tutores e empresas sobre a necessidade de responsabilidade no transporte”, ressaltou.
Cuidados essenciais no transporte de pets
A morte de Filó trouxe à tona a questão dos cuidados no transporte de animais, especialmente em dias de calor extremo. Especialistas recomendam que os tutores verifiquem se os veículos utilizados pelos pet shops oferecem climatização adequada e condições seguras para o transporte. Além disso, animais de pequeno porte e raças como o Bulldog Francês são mais propensos a sofrer de hipertermia, devido à dificuldade em regular a temperatura corporal.
Portanto, é fundamental que os tutores fiquem atentos aos sinais de estresse térmico, como respiração ofegante, batimentos cardíacos acelerados e desidratação. Escolher cuidadosamente os estabelecimentos que prestam serviços para animais e garantir que sigam as normas de segurança são passos essenciais para evitar tragédias como a de Filó.









