A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (31), o cantor Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, o MC Mestrão, durante a Operação Ruptura CPX, em Cuiabá. A investigação aponta apologia ao crime e apoio ao Comando Vermelho (CV). Os agentes cumpriram 13 prisões preventivas e sete mandados de busca.
Os investigadores identificaram que o MC divulgava conteúdos ligados à facção, mantinha contato com lideranças e frequentava pontos estratégicos do grupo. A polícia sustenta que ele fortaleceu a presença criminosa ao usar a visibilidade artística como ferramenta de influência social.
Investigadores detalham apoio logístico e participação ativa
A Polícia Civil apurou que MC Mestrão prestou apoio logístico à facção criminosa. Ele disponibilizou locais para esconder veículos de origem ilícita, segundo os levantamentos. Essa conduta reforça a suspeita de adesão consciente à estrutura do grupo.
Os policiais também mapearam uma organização com funções definidas, controle territorial e cobrança interna de taxas. O grupo utilizou contas bancárias de terceiros para ocultar valores ilegais. A estratégia dificultou o rastreamento financeiro e ampliou a atuação criminosa.
Operação mira domínio territorial e enfraquece poder paralelo
A Polícia Civil batizou a operação de Ruptura CPX para simbolizar a quebra do domínio territorial imposto pela facção na Grande Cuiabá. O grupo tentou estabelecer regras próprias e impor influência social em áreas estratégicas.
A ação integra a Operação Pharus e o programa Tolerância Zero, que o Estado executa em 2026. As forças de segurança buscam desarticular o poder paralelo e restabelecer a autoridade estatal nas regiões afetadas.
É quando alguém incentiva, defende ou elogia práticas criminosas de forma pública, o que pode gerar punição penal.
A lei considera participação quando a pessoa integra ou colabora com grupo estruturado voltado para cometer crimes.
A legislação prevê prisão, que pode aumentar se houver apoio logístico, financeiro ou atuação direta nas atividades ilegais.






