O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), fez duras críticas às empresas responsáveis pelas obras do BRT em Cuiabá, destacando os atrasos significativos e as consequências diretas para a mobilidade urbana. Em entrevista coletiva realizada na última quarta-feira (6), o parlamentar expressou sua insatisfação com o descumprimento dos prazos e a falta de responsabilidade das empresas contratadas.
Max Russi cobrou maior rigor por parte do Governo do Estado, sugerindo a aplicação de multas severas e até a exclusão de empresas que não cumpram seus compromissos contratuais. “Infelizmente, muitas vezes a gente fica amarrado. Tem empresas que assumem compromissos e não dão conta de executar. O Estado precisa ser mais rigoroso com essas empresas, aplicar multas, executar contratos. Se não têm responsabilidade, têm que sair do mercado”, afirmou.
Desafios no trânsito e proposta para acelerar as obras
Os impactos dos atrasos são visíveis na rotina dos cuiabanos, que enfrentam um trânsito cada vez mais caótico. Russi destacou o prejuízo tanto para motoristas quanto para pedestres, afirmando que o trânsito afeta a qualidade de vida de todos, independentemente da classe social. “O trânsito afeta todo mundo. O cidadão mais rico, com o melhor carro, bate no buraco e não gosta. O trabalhador humilde, que sai cedo e volta tarde, perde tempo, qualidade de vida. O trânsito precisa fluir”, declarou.
Como solução para acelerar a conclusão das obras, o deputado sugeriu dividir o projeto do BRT em lotes menores, facilitando a execução de cada trecho. “Temos que resolver esse problema o mais rápido possível e entregar essas obras para dar fluidez ao trânsito de Cuiabá”, completou Russi, reforçando a necessidade de ações mais decisivas para a mobilidade urbana.
Prazo de conclusão e possibilidade de multa milionária
O prazo final para a entrega do trecho sob responsabilidade do Consórcio BRT está se aproximando. De acordo com o contrato, a obra deveria ser concluída até a próxima segunda-feira (11), o que garantiria um prazo de 150 dias corridos. Caso o consórcio não cumpra o cronograma, poderá ser multado em até R$ 54 milhões.
No entanto, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) apontou, em levantamento divulgado no final de julho, que a obra na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA) está apenas 70% concluída, com a previsão de conclusão total apenas em janeiro ou fevereiro de 2026, bem além do prazo estipulado.
Segmentos diferentes sob responsabilidade de outras empresas
Além do trecho na Av. do CPA, outros segmentos do BRT estão sob a responsabilidade de empresas distintas. A construção dos trechos entre o Shopping Pantanal e a Defensoria Pública, bem como as obras entre a Avenida da Prainha e o Porto, ainda estão em andamento, com novos prazos e desafios.
Além disso, o Governo ainda realizará a licitação separada para os terminais de integração, as estações de embarque, as pontes, viadutos, sinalização viária e o sistema inteligente de transporte.
Perguntas frequentes:
Max Russi criticou os atrasos e cobrou mais rigor na fiscalização das empresas, sugerindo a aplicação de multas.
O atraso tem gerado congestionamentos e prejudicado a qualidade de vida de motoristas e pedestres, especialmente no trânsito da cidade.
O prazo contratual para o trecho da Av. do CPA termina em 11 de agosto, mas a conclusão total da obra deve ocorrer apenas entre janeiro e fevereiro de 2026.









