Mauro Mendes rebate críticas e cita exemplo indígena que une agronegócio e preservação

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), utilizou as redes sociais para contestar o que classificou como “mentiras” envolvendo a relação entre povos indígenas e desenvolvimento econômico. Em vídeo publicado em seu perfil oficial, o chefe do Executivo estadual defendeu que as comunidades indígenas têm o direito de decidir como desejam viver, inclusive buscando acesso a infraestrutura, tecnologia e consumo.

Mendes afirmou que parte das críticas parte de grupos que, segundo ele, tentam impor um modelo único de subsistência às populações originárias. Para o governador, impedir que essas comunidades tenham acesso ao progresso representa uma forma de limitar escolhas.

O posicionamento reacende um debate recorrente no estado, que concentra uma das maiores populações indígenas do país e abriga extensas áreas demarcadas.

Direito de escolha e autonomia das comunidades

Durante a manifestação, Mauro Mendes reforçou que os povos indígenas não formam um grupo homogêneo. Ele destacou que cada etnia possui cultura, organização social e interesses próprios. Por isso, na avaliação do governador, cabe às próprias comunidades decidir se desejam manter um modelo tradicional ou adotar práticas produtivas modernas.

O gestor também criticou a ideia de que o desenvolvimento econômico seria incompatível com a identidade cultural indígena. Segundo ele, infraestrutura, acesso a bens de consumo e geração de renda não anulam tradições.

A Constituição Federal garante aos povos indígenas o direito à organização social, costumes e terras tradicionalmente ocupadas. Ao mesmo tempo, a legislação permite atividades produtivas, desde que respeitem normas ambientais e decisões internas das comunidades.

O caso da etnia Haliti Paresi

Como exemplo, Mendes citou a etnia Haliti Paresi, localizada na região oeste de Mato Grosso. O povo Paresi se tornou referência nacional ao desenvolver agricultura mecanizada em áreas indígenas, especialmente na produção de soja e milho.

Lideranças da etnia afirmam que conciliam produção em larga escala com preservação ambiental e gestão própria dos recursos. A atividade agrícola ocorre dentro dos limites legais e sob autorização das comunidades.

O modelo adotado pelos Paresi já foi objeto de estudos acadêmicos e reportagens nacionais, justamente por unir geração de renda e manutenção territorial.

Desenvolvimento, infraestrutura e visão de futuro

O governador defendeu que obras de infraestrutura e projetos econômicos podem beneficiar comunidades indígenas quando há concordância local. Ele argumentou que negar essa possibilidade significa restringir oportunidades.

Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos e mantém forte presença do agronegócio. Parte do território estadual também integra áreas indígenas demarcadas.

A discussão envolve diferentes visões sobre desenvolvimento, mas o governador sustenta que a decisão deve partir dos próprios povos originários.

Perguntas e respostas:

O que motivou a declaração do governador?
Ele respondeu a críticas sobre indígenas e desenvolvimento.

Qual etnia foi citada como exemplo?
A etnia Haliti Paresi, de Mato Grosso.

Qual é o principal argumento de Mauro Mendes?
Ele defende o direito de escolha das comunidades indígenas.

Fabíola Maria Costa Silva

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