Um estudante de 23 anos confessou que matou a própria mãe com uma facada no pescoço dentro do apartamento onde moravam no Guará II (DF). Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado disse à delegada que interrompeu gradualmente o uso de um medicamento para depressão porque acreditava que ele estava “fazendo mal” à sua rotina e estudos na Universidade de Brasília (UnB). A vítima, Maria Elenice de Queiroz, tinha 61 anos e morreu no local. A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) investiga o caso como feminicídio.
Ele diz que remédio atrapalhava rotina
Vinícius relatou à polícia que a medicação para depressão “faz ia mal” porque o fazia apagar durante a noite e atrasar suas atividades. Ele afirmou que não abandonou de uma vez, mas foi reduzindo a dose aos poucos, sem consultar um médico, porque sentia que a rotina dele estava prejudicada. Mesmo assim, disse que continuou dormindo mais do que queria.
Relato detalhado do ataque no interrogatório
No depoimento, o jovem admitiu que agiu por impulso quando a mãe chegou ao apartamento. Ele disse que já havia sonhado com o crime e que o momento parecia visto em sonho. Segundo Vinícius, diferenças de personalidade entre ele e a mãe fizeram com que ele a atacasse, atingindo‑a na região da jugular com uma faca, numa ação que ele mesmo definiu como descontrolada.
Prisão em flagrante e investigação em curso
A Polícia Militar encontrou Vinícius sentado no sofá do apartamento e prendeu‑o em flagrante. A vítima sofreu parada cardiorrespiratória após receber o golpe e não resistiu aos ferimentos. A Deam registrou o caso como feminicídio e realizou perícia. A investigação agora concentra‑se em esclarecer as circunstâncias do crime, incluindo o uso irregular da medicação e o estado emocional do suspeito.
O crime chocou moradores e vizinhos no Guará II, que relataram surpresa e incredulidade diante do ataque cometido dentro de um ambiente familiar tranquilo até então.
Perguntas frequentes:
Ele disse à polícia que agiu por impulso e que estava tirando gradualmente o remédio porque acreditava que ele fazia mal.
O crime ocorreu dentro do apartamento da família no Guará II, no Distrito Federal.
Sim. A mulher sofreu uma facada no pescoço, entrou em parada cardiorrespiratória e não resistiu.



