A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) notificou a investigação de um possível caso de intoxicação por metanol em Peixoto de Azevedo, município a 692 km de Cuiabá. A paciente é uma mulher de 37 anos que chegou ao pronto atendimento do Hospital Regional após consumir bebida alcoólica em 29 de setembro. Até agora, ela permanece internada, e o exame que poderá confirmar ou descartar a intoxicação deve sair nesta segunda-feira (6).
Em todo o país, o Ministério da Saúde investiga 181 casos suspeitos e já confirmou 14 ocorrências de intoxicação por metanol. Essa evolução expõe a gravidade do surto e a necessidade de vigilância constante nas redes de saúde.
Por que o metanol é tão perigoso
O metanol, presente em soluções industriais, solventes ou combustíveis, pode causar toxicidade severa quando ingerido. O organismo o converte em formaldeído e ácido fórmico, substâncias tóxicas que atacam o sistema nervoso central e provocam danos à visão. Em casos agudos, a intoxicação pode progredir para coma e morte.
Os primeiros sintomas costumam surgir entre 6 a 12 horas após a ingestão e incluem náuseas, vômitos, dor abdominal e confusão mental — manifestações que frequentemente confundem o caso com intoxicação alcoólica comum. O agravamento do quadro pode ocorrer entre 12 e 24 horas, com sintomas visuais, convulsões e colapso metabólico.
Desafios no diagnóstico e resposta urgente
Diagnosticar a intoxicação por metanol é complexo, pois os sintomas iniciais são inespecíficos. Os serviços de saúde devem notificar rapidamente os casos suspeitos ao Centro Nacional de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs). O Ministério da Saúde já orientou providências e enviou nota técnica para Estados e municípios reforçarem a vigilância.
Para combater o surto, o governo federal adquiriu ampolas de etanol farmacêutico, que atuam como antídoto, além de buscar suprir estoques com medicações como o fomepizol.
O alerta que não pode ser ignorado
Agora que Mato Grosso aparece com suspeita, o estado precisa intensificar fiscalizações sobre bebidas destiladas e alertar a população contra compras de procedência duvidosa. O momento exige vigilância, colaboração entre os órgãos e resposta rápida para evitar que novos casos se convertam em tragédias.
Perguntas frequentes:
Porque notificaram uma possível intoxicação em Peixoto de Azevedo, contrariando declarações anteriores de que o estado não tinha investigações.
As autoridades confirmaram uma morte e ainda investigam outras doze que resultaram em óbito por suspeita de intoxicação por metanol.
Usa-se etanol farmacêutico e, em casos mais graves, pode-se empregar fomepizol.
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