O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso apresentou nesta quinta-feira (28) o Plano de Operações para a temporada de incêndios florestais de 2025, com investimento previsto de R$ 78 milhões. A estratégia busca conter os focos de calor em um estado que historicamente enfrenta desafios ambientais durante o período de seca.

Estrutura e recursos para o combate
O plano operacional prevê a mobilização de:
- 8 aeronaves
- 28 tratores
- 80 viaturas
- 1.088 militares
- 240 brigadistas (estaduais e municipais)
Uma das principais ações será a construção de 1.767 quilômetros de aceiros e estradas de acesso para criar barreiras contra o avanço das chamas. Os recursos fazem parte de um pacote ambiental de R$ 125,2 milhões que o governo estadual destinará a diversas ações em 2025.
Contexto ambiental no estado
Mato Grosso ocupa posição destacada nos registros de queimadas no país. Dados recentes do INPE apontam aumento de 23% nos focos de calor em comparação com o mesmo período de 2024. O plano surge em um momento em que especialistas alertam para a necessidade de ampliar tanto o combate quanto as ações preventivas.
Desafios e perspectivas
Embora o investimento represente um incremento nos recursos disponíveis, persistem questionamentos sobre:
- A distribuição dos recursos entre combate e prevenção
- A integração com políticas de fiscalização ambiental
- A eficácia a longo prazo das medidas anunciadas
Autoridades afirmam que o plano foi elaborado com base em experiências anteriores e busca otimizar os resultados com os recursos disponíveis.
Perguntas e Respostas
1. Qual a dimensão da operação planejada?
Será a maior já realizada no estado, com 1.300 profissionais e equipamentos diversos.
2. Como o plano aborda a prevenção?
Inclui construção de aceiros, mas a maior parte dos recursos é para ações de combate.
3. O que explica o aumento no orçamento?
O governo alega necessidade de ampliar a capacidade operacional diante dos desafios ambientais.
A eficácia das medidas será avaliada durante a temporada de incêndios, tradicionalmente mais crítica entre julho e outubro. Enquanto isso, o plano representa a principal estratégia do estado para enfrentar um problema que se repete anualmente.









