O futebol mato-grossense perdeu terreno no cenário nacional. A recente atualização do Ranking Nacional das Federações (RNF) 2026, divulgada pela CBF, trouxe um dado incômodo: Mato Grosso caiu para a 13ª colocação, sendo ultrapassado pelo Pará, que agora ocupa o 12º lugar. O desempenho dos clubes do estado tem sido determinante nessa queda — e os números não mentem.
Clubes que desabam (e outros que surpreendem)
O Cuiabá, principal clube do estado, caiu duas posições e agora ocupa o 22º lugar no Ranking Nacional de Clubes (RNC). Já o União Rondonópolis, que prometia crescer, despencou 10 posições, mostrando que a consistência ainda é um desafio. Por outro lado, dois clubes surpreenderam: Luverdense, com um salto de 61 posições, e o tradicional Mixto, que subiu 34 posições, mostram que há esperança fora do eixo principal.
Pará rouba a cena e mostra força
A ascensão do futebol paraense foi decisiva para a troca de posições. O acesso do Remo e a presença de Paysandu e Remo na Série B impulsionaram os pontos da federação local. A CBF calcula o ranking com base nos últimos cinco anos de desempenho dos clubes em competições nacionais. Isso explica como ações bem planejadas refletem no longo prazo — algo que Mato Grosso precisa considerar com mais seriedade.
Sinop desaparece do mapa
Um dado alarmante: o Clube de Sinop, que ainda aparecia na 224ª colocação, foi excluído do ranking por não disputar competições nacionais desde 2020. O caso do Sinop é simbólico — retrata como a falta de calendário e estrutura pode apagar um clube do cenário nacional. Um alerta para outras equipes do interior.
Perguntas e respostas:
Planejamento a longo prazo e calendário competitivo.
Se mantiverem o ritmo, sim, especialmente em torneios de base e Copa do Brasil.
Sim, mas depende de reestruturação financeira e apoio regional.







