Na última quarta-feira (9/7), equipes de resgate conseguiram salvar sete tripulantes do cargueiro Eternity C, que afundou no Mar Vermelho após ser atacado. Segundo autoridades, o grupo rebelde houthi, do Iêmen, teria lançado os mísseis que atingiram a embarcação. O resgate ocorreu mais de 24 horas após o naufrágio. No entanto, apesar do esforço internacional, quatro tripulantes morreram antes do abandono do navio, e outros 14 seguem desaparecidos. Até o momento, as operações de busca continuam. De acordo com a empresa de segurança Diaplous, que atua no caso, a prioridade é realizar uma ação “pacífica e eficaz”.
Violência com motivação geopolítica
Desde novembro de 2023, os houthis intensificaram os ataques a navios comerciais. Conforme relatos do próprio grupo, a ofensiva ocorre em solidariedade à causa palestina. Embora os ataques tenham diminuído temporariamente no início de 2025, os episódios recentes indicam uma possível retomada da campanha armada. Por isso, especialistas em segurança internacional alertam que o objetivo do grupo vai além de simples demonstrações de força: eles pretendem desestabilizar a presença ocidental na região e fortalecer sua posição política. Além disso, os incidentes reforçam o risco de ampliação do conflito para áreas estratégicas do comércio global.
Rota vital sob ameaça crescente
O Mar Vermelho, fundamental para o tráfego marítimo internacional, concentra cerca de 12% de todo o comércio global, conectando o Canal de Suez ao resto do mundo. No entanto, com os sucessivos ataques, cresce o número de embarcações que evitam a rota. Consequentemente, empresas recorrem a caminhos mais longos, como a rota do Cabo da Boa Esperança, o que gera atrasos e eleva significativamente os custos de transporte. Por fim, os reflexos dessa crise já aparecem nos preços de combustíveis e insumos básicos, afetando economias como a do Brasil. Ou seja, um conflito localizado assume dimensões globais cada vez mais perigosas.
Perguntas frequentes
Ainda não, mas os riscos aumentam a cada novo ataque.
Sim, principalmente com alta nos preços e atrasos logísticos.
Coordenação entre potências navais e reforço em inteligência de segurança.



