Marina Silva sobre incêndios no Pantanal: “uma das piores situações já vistas”; veja vídeo

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Na segunda-feira (24), a ministra do Meio Ambiente e das Mudanças do Clima, Marina Silva, destacou a gravidade da situação dos incêndios no Pantanal. Ela afirmou que os extremos climáticos e as ações criminosas pioram ainda mais a condição das chamas na região. “Estamos diante de uma das piores situações já vistas no Pantanal. Toda a bacia do Paraguai está em escassez hídrica severa”, disse a ministra.

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A ministra explicou que a ausência de um intervalo significativo entre os fenômenos climáticos El Niño e La Niña resultou em uma grande quantidade de matéria orgânica propensa à combustão. Esse cenário, portanto, propicia incêndios “fora da curva” em relação ao histórico da região. Desde outubro do ano passado, o Ministério do Meio Ambiente planeja ações para antecipar as consequências dos incêndios. “Pela primeira vez, houve um plano de enfrentamento a incêndio no Pantanal. Nós fazemos política pública com base em evidência. Já sabíamos que este ano seria severo”, afirmou a ministra.

Em abril, o ministério decretou situação de emergência em relação aos incêndios e contratou brigadistas. Atualmente, 175 brigadistas do Ibama, 40 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e 53 da Marinha atuam no combate ao fogo. Além disso, bombeiros locais e outras forças estaduais participam. Marina Silva anunciou que, em breve, um adicional de 50 brigadistas do Ibama e 60 da Força Nacional reforçará as operações. Ademais, a ministra destacou que novos reforços serão mobilizados conforme necessário.

Nesse sentido, Marina Silva abordou mudanças no marco regulatório para permitir contratações mais rápidas de brigadistas, reduzindo o intervalo de seis para três meses. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou a importância da ação do governo de Mato Grosso do Sul ao decretar emergência ambiental. Isso possibilita a criação de créditos extraordinários. “Não vai faltar recurso ou orçamento para resolver. Agora, não há orçamento no mundo ou no Brasil que resolva o problema de consciência da população”, afirmou Tebet.

Proibição do uso de fogo

Marina Silva mencionou um pacto com os governos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e os estados da Amazônia para proibir o uso do fogo em pastagens até o final do ano. “Todos aqueles que fizerem o uso do fogo para renovação de pastagem ou para qualquer atividade estarão cometendo um delito”, alertou a ministra. Simone Tebet acrescentou que o maior foco de incêndio atualmente está no município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, que representa mais de 50% dos incêndios no estado.

Conclusão

Em síntese, a situação dos incêndios no Pantanal é extremamente grave. As ações coordenadas entre os ministérios e estados buscam, assim, minimizar os danos e prevenir novos focos de incêndio. A colaboração de governos estaduais e federais é essencial, assim como a conscientização ambiental da população.

Fabio Olavarria

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