Durante visita a Mariana, em Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “momento histórico” a oficialização do novo acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015. O desastre, considerado o maior crime ambiental da história do Brasil, deixou 19 mortos e impactos sociais e ambientais profundos ao longo da bacia do Rio Doce.
Compromisso público e federalização da responsabilidade
Ao lado de ministros, autoridades locais e movimentos sociais, Lula anunciou que o governo federal assume a dianteira do processo de reparação.
“A responsabilidade agora é do governo federal. E quando a gente assume um compromisso, a gente cumpre”, afirmou.
Novo acordo ultrapassa R$ 100 bilhões
O plano prevê investimentos superiores a R$ 100 bilhões, com R$ 49 bilhões sob responsabilidade direta da União. Os recursos serão aplicados em áreas como saúde, educação, meio ambiente, mobilidade, economia, transferência de renda, povos indígenas e assistência social. A medida foi construída após avaliação técnica de ministérios e órgãos públicos, com foco nas populações atingidas.
Reparação estrutural e participação social
O governo também garantiu R$ 5 bilhões para ampliação do diálogo com as comunidades locais. A promessa é garantir que os atingidos tenham voz ativa na implementação das medidas, com transparência e controle social. O acordo representa uma virada política e técnica no tratamento do caso, sete anos após o rompimento.
Esse novo modelo de reparação propõe um envolvimento direto das populações impactadas na definição das prioridades, acompanhando de perto a execução dos projetos. A ideia é substituir decisões unilaterais por um processo mais democrático, em que os moradores deixem de ser apenas vítimas e passem a ser agentes ativos da reconstrução.
Perguntas e respostas:
O governo federal, segundo o presidente Lula.
Mais de R$ 100 bilhões, sendo R$ 49 bilhões da União.
Investimentos em saúde, meio ambiente, economia e inclusão social nas áreas afetadas.


