Marcos Mion transforma vida pessoal em inspiração no filme “MMA – eu Melhor Amigo”

O apresentador Marcos Mion estreia como protagonista no cinema com o longa “MMA – Meu Melhor Amigo”, que chega às telonas nesta quinta-feira (15/1). Inspirado em experiências de sua própria vida, o filme aborda de forma comovente a temática do autismo, misturando cenas de ação, drama e comédia.

“Deus me presenteou com o Romeo e me tornou um pai atípico como um propósito. Eu uso o ‘megafone’ que tenho hoje para poder ser porta-voz dele e, consequentemente, dos mais de 2 milhões de autistas que existem no nosso país. No cerne de tudo, é o amor que movimenta. Quando o amor tem propósito, ele é imparável”, diz Mion.

A História de Max Machadada e a Vida Real

No longa, Mion interpreta Max Machadada, um campeão de MMA que enfrenta o declínio de sua carreira após uma lesão grave no ombro. Durante sua recuperação, Max descobre que é pai de Bruno (Guilherme Tavares), um menino autista de 8 anos. A relação entre pai e filho foi inspirada por experiências reais que o ator viveu com seu filho Romeo.

“Tem uma cena, por exemplo, que eu vivi e, quando contei para o Cursino, roteirista, e o Alvarenga, diretor, eles ficaram superemocionados e falaram que a gente tinha que colocar no filme. Quando o Romeo era pequeno, ele não aceitava abraço, e isso era muito dolorido para mim… e eu ‘roubava’ os abraços dele enquanto ele estava dormindo; é lindo e triste, ao mesmo tempo”, compartilha Mion.

O enredo também destaca os desafios enfrentados por pais atípicos, retratando situações que refletem a falta de informações atualizadas sobre autismo no Brasil. Guilherme Tavares, que vive Bruno, preparou-se intensamente para interpretar o papel, estudando a realidade das crianças autistas. “Foi um desafio muito grande, mas uma coisa que eu gostei muito foi o carinho que o Max tem pelo filho dele”, diz o jovem ator.

Transformação Física e Dedicação

Para dar vida a Max, Marcos Mion passou por uma preparação intensa. “Foram mais de 150 dias de preparação e dois meses de filmagem. Tive apoio profissional de uma equipe que montei”, conta. “Eu queria que fosse real. Tanto o shape quanto a performance do Max foram algumas das minhas maiores preocupações, e sem dúvida a preparação foi a parte mais difícil para mim. Chega uma hora que não é mais físico, é só mental”, completa.

Os treinos incluíram dublês e lutadores profissionais, além de coreografias ensaiadas para as cenas no ringue. “Foi ficando cada vez mais realista. De fato, na maioria das cenas tinha contato, do pescoço para baixo — porque eu não podia ficar com um olho roxo nem quebrar meu nariz, tinha que gravar no dia seguinte”, detalha Mion. “Os socos que parecem que pegaram, pegaram mesmo (risos)”, finaliza.

O que motivou Marcos Mion a protagonizar um filme sobre autismo?

Marcos Mion revelou que o filme foi inspirado em sua vivência como pai atípico, usando sua experiência pessoal como forma de dar visibilidade à causa autista e mostrar os desafios enfrentados por milhões de famílias no Brasil.

Como foi a preparação física de Mion para o papel de Max?

Ele passou por 150 dias de preparação rigorosa, incluindo treinos intensos, ensaios de coreografia com dublês e lutadores profissionais, além de um plano alimentar restrito e acompanhamento de especialistas.

Quais elementos do filme são baseados na relação de Mion com seu filho?

Algumas cenas retratam momentos reais, como quando Mion ‘roubava’ abraços de Romeo enquanto ele dormia. Além disso, o enredo destaca os desafios emocionais enfrentados por pais de crianças autistas.

Castelino Roberto

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