Licitação previa R$ 15 milhões para serviços de publicidade e estava prestes a ser homologada. No entanto, vendo que fracassaria na disputa pela reeleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, o vereador Chico 2000 (PL) decidiu cancelar a licitação. O ato, assinado em 27 de dezembro, foi publicado no Diário Oficial da Capital nesta sexta-feira (03).
Objetivo da licitação milionária
O certame, nº 01/2024, já havia passado por todas as etapas necessárias. Ele visava contratar até três agências de propaganda para executar serviços de publicidade dos trabalhos da Câmara Municipal de Cuiabá. Com o cancelamento, Paula precisará iniciar do zero a concorrência pública, o que inevitavelmente impede a divulgação de informes publicitários.
Argumentos e justificativas para o cancelamento
A licitação também contemplava “estudo, planejamento, conceituação, concepção, criação, intermediação, supervisão, execução de estratégias, e ações de publicidade e atividades complementares, com a finalidade de divulgar políticas públicas e ações de governo do Poder Legislativo Municipal”, conforme trecho do documento.
Apesar de restarem poucas etapas para a conclusão, Chico 2000 anulou todo o processo. “Atendendo aos princípios constitucionais e administrativos, decido pela REVOGAÇÃO da Concorrência nº 001/2024, por motivo de conveniência ou oportunidade. A continuidade do certame se mostra inoportuna para o momento”, justificou no documento. Dessa forma, a medida interrompeu os planos de divulgação planejados pela nova gestão.
Impacto para a Mesa Diretora 100% feminina
A decisão, sem dúvida, cria obstáculos significativos para a nova mesa da Casa de Leis, composta integralmente por mulheres pela primeira vez na história. Paula Calil agora enfrenta o desafio de iniciar um novo processo licitatório, o que pode levar pelo menos seis meses. Além disso, o ato de Chico, segundo aliados de Paula, busca deliberadamente dificultar o início de sua gestão após sua exclusão da Mesa Diretora.
Ele alegou “conveniência ou oportunidade”, mas a medida é vista como uma tentativa de dificultar o início da gestão de Paula Calil.
A contratação de até três agências de propaganda para executar serviços de publicidade e comunicação do Legislativo Municipal.
Paula terá que reiniciar o processo licitatório, atrasando campanhas publicitárias por pelo menos seis meses.









