Nos EUA, manifestantes saem às ruas em protestos contra Donald Trump

Perrengue Mato Grosso

O movimento “No Kings” ganhou grande força em junho de 2025, quando milhões de pessoas saíram às ruas em mais de 2.100 locais dos Estados Unidos. O movimento foi uma resposta direta às práticas do governo de Donald Trump, que, segundo os manifestantes, ameaçam as normas democráticas do país. Além disso, o movimento não se limitou aos Estados Unidos, já que manifestações de solidariedade ocorreram em diversas partes do mundo.

Mobilização em massa nas ruas dos EUA

Em várias cidades dos Estados Unidos, como Washington, D.C., Nova Iorque, Atlanta e Chicago, as ruas se encheram de manifestantes. O National Mall em Washington se tornou o epicentro da mobilização, um local tradicionalmente associado a grandes movimentos políticos. Em Nova Iorque, por sua vez, milhares de pessoas se reuniram com faixas e discursos enfáticos pela defesa da democracia, dos direitos civis e contra o abuso de poder. O lema central do movimento, “ninguém é rei”, tornou-se símbolo de uma crítica direta ao governo de Trump, com muitos manifestantes acreditando que ele age como um monarca, com poderes quase absolutos.

Apesar de a maioria dos protestos ter sido pacífica, alguns protestos enfrentaram forte repressão. Por exemplo, em Los Angeles e Portland, as autoridades locais declararam os protestos como “reuniões ilegais” e usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Isso, no entanto, não impediu que o movimento continuasse a crescer, e o apoio nas ruas e nas redes sociais só aumentou.

Apoio internacional e manifestações de solidariedade

O movimento “No Kings” não se restringiu às fronteiras dos Estados Unidos. Em diversas cidades da Europa, como Londres, Madri, Barcelona e Paris, houve manifestações de apoio, com a participação de norte-americanos que vivem no exterior e de simpatizantes locais. As imagens dos protestos nos EUA foram amplamente divulgadas, gerando uma onda de solidariedade global. Além disso, no Canadá, manifestantes se organizaram e realizaram protestos diante das embaixadas dos EUA, expressando apoio aos manifestantes e destacando preocupações com a política migratória agressiva e a intervenção do governo Trump nos estados. Esse apoio internacional teve um impacto significativo, pois ajudou a amplificar a visibilidade do movimento.

Reação do governo e aliados políticos

O governo Trump respondeu aos protestos de forma firme e vigorosa. O presidente rejeitou qualquer comparação com monarcas, argumentando que sua autoridade é legítima, pois provém das eleições. Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, classificou os protestos como “anti-americanos” e chegou a associá-los a grupos radicais. Em resposta à crescente mobilização, governadores de estados republicanos, como o Texas, mobilizaram a Guarda Nacional para garantir a segurança e a ordem nas ruas. Isso gerou ainda mais tensão, pois muitos viram essa ação como uma tentativa de intimidar os manifestantes e evitar que o movimento ganhasse mais força.

Perguntas frequentes

Quais são as principais razões pelas quais os manifestantes do “No Kings” consideram Trump como um “monarca”?

Os manifestantes acreditam que Trump está concentrando muito poder nas mãos do governo federal, o que enfraquece as instituições democráticas, fazendo com que ele se assemelhe a um monarca.

Como o governo Trump tem reagido aos protestos tanto no território nacional quanto no cenário internacional?

O governo Trump tem se defendido veementemente, rejeitando as comparações com monarcas e chamando os protestos de anti-americanos.

De que forma o apoio internacional pode impactar as políticas internas dos Estados Unidos?

O apoio internacional, especialmente de países aliados e cidadãos norte-americanos no exterior, pressiona o governo Trump.

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