Um grupo de manifestantes ligados à esquerda se reuniu na tarde desta segunda-feira (5) na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, para realizar um ato político com foco em pautas internacionais. O movimento foi divulgado como um “ato contra o terrorismo imperialista na Venezuela” e reuniu militantes, simpatizantes e curiosos que passavam pela região central da capital.
A manifestação ocorreu em um dos pontos mais movimentados da cidade e chamou atenção pelo uso de palavras de ordem, faixas e símbolos políticos. Durante o ato, os participantes expressaram críticas ao governo dos Estados Unidos e também a Israel, relacionando essas posições à política externa norte-americana na América Latina e em outros conflitos internacionais.
Protesto reage a anúncio feito pelos Estados Unidos
Segundo os organizadores, o ato respondeu diretamente a um anúncio feito no último sábado (3) pelos Estados Unidos. Na ocasião, autoridades norte-americanas afirmaram ter capturado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa. O governo dos EUA também declarou que passaria a administrar o país até uma suposta transição de poder.
Essa declaração motivou a mobilização em Cuiabá. Os manifestantes classificaram a ação como uma ameaça à soberania venezuelana. O grupo utilizou o protesto para denunciar o que considera interferência externa em países da América Latina. Também reforçou críticas históricas à atuação dos Estados Unidos na região.
Queima de imagem e discursos marcam o ato
Durante a manifestação, os participantes queimaram uma fotografia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto entoavam palavras de ordem como “Fora Trump da América Latina”. A cena gerou curiosidade entre pedestres e motoristas que passavam pelo local, alguns dos quais pararam para observar ou registrar imagens.
Entre os presentes esteve a ex-vereadora Edna Sampaio (PT), que acompanhou o ato junto aos demais manifestantes. A participação de figuras públicas reforçou o caráter político do movimento, que manteve tom crítico e discursivo durante toda a mobilização.
Ato ocorre sem confrontos e mantém rotina do Centro
Os organizadores acusaram o governo norte-americano de agir contra uma nação soberana “em sua sanha por petróleo e poder político”, argumento repetido em falas e cartazes exibidos na praça. Apesar do tom duro das críticas, o protesto transcorreu de forma pacífica.
Perguntas frequentes:
O ato ocorreu na Praça Ipiranga, no Centro da cidade.
Os manifestantes reagiram a um anúncio dos Estados Unidos envolvendo a Venezuela.
Não. A manifestação ocorreu de forma pacífica e sem interdições.


